Aos 17 anos, Leticia Reinheimer sabia o que não queria: escolher uma carreira e carregá-la como decisão definitiva. Oscilando entre tecnologia, saúde e design sem conseguir se decidir, ela entrou em 2024 em um programa de mentoria voltado à formação de jovens para o setor. Ali conheceu Ana Carolina Prado, a mentora que conduziria os cinco meses seguintes de conversa sobre futuro, dúvidas e possibilidades.
Os encontros aconteciam depois de dias inteiros de aula. Leticia estudava em período integral e, mesmo cansada, abria a câmera. Em alguns dias, a irmã mais nova aparecia ao fundo, desenhando, enquanto a conversa seguia entre indicações de cursos, tarefas e reflexões. “Era puxado, mas eu pensava: é com a Carol, eu vou. Porque as conversas eram muito boas”, lembra.
O que começou focado em mercado e carreira rapidamente ampliou o escopo. O medo de escolher errado, a pressão por uma resposta rápida, a sensação de precisar se encaixar num caminho, tudo isso entrou no roteiro. “A Carol me ajudou muito. Até hoje ela me inspira em muitas decisões da minha vida”, afirma Leticia.
Dúvidas organizadas, não respondidas
A dinâmica das sessões se estruturava em provocações práticas. Ana Carolina sugeria cursos, indicava conteúdos e compartilhava oportunidades conforme surgiam. As tarefas eram constantes. Leticia enviava perguntas e recebia, em troca, novos desafios.














