A Geração Z está mudando a lógica da creator economy e transformando a produção de conteúdo digital em uma carreira estruturada desde cedo. Diferente das gerações anteriores, que enxergavam as redes sociais como hobby ou complemento de renda, muitos jovens creators já iniciam sua trajetória digital pensando em audiência, monetização e construção de marca pessoal. Nesse cenário, cresce o uso de plataformas fechadas, como o Telegram, utilizadas não apenas para interação com seguidores, mas principalmente como ferramentas de exclusividade, monetização e controle de acesso ao conteúdo. O movimento acompanha uma mudança no comportamento dos criadores, que passaram a buscar menos dependência dos algoritmos das redes tradicionais e mais autonomia sobre a própria audiência. De acordo com a pesquisa "Quem Influencia a Geração Z", realizada pela Trope em parceria com a YouPix, 84% dos jovens dessa geração consomem conteúdo de influenciadores diariamente. Já o "Censo dos Criadores de Conteúdo do Brasil 2025", da Wake Creators, aponta que 24% dos criadores de conteúdo do país já pertencem à Geração Z, consolidando essa faixa etária como uma das mais relevantes dentro da economia digital. Para a VIBX, empresa especializada em automação, crescimento e estruturação de comunidades digitais, o cenário mostra uma transformação mais profunda na relação entre creators, plataformas e audiência. "A nova geração já entra na internet entendendo a criação de conteúdo como profissão. Existe uma visão muito mais estratégica sobre audiência, monetização e construção de marca pessoal", afirma Fernando Werneck, CEO da empresa. Segundo ele, plataformas como o Telegram ganharam força justamente por oferecerem mais controle e independência aos criadores. "O creator hoje busca canais onde consiga ter autonomia sobre a audiência e criar modelos próprios de monetização. Em muitos casos, parte do conteúdo passa a existir em ambientes fechados, exclusivos ou por assinatura. É uma mudança importante na forma como a influência digital funciona", diz. O movimento também altera a dinâmica do mercado publicitário e da creator economy, que passa a olhar não apenas alcance, mas capacidade de retenção, engajamento e conversão dentro de comunidades próprias. Na prática, a vida privada, os bastidores e o acesso mais exclusivo ao creator passam a se transformar em ativos digitais monetizáveis, impulsionando um novo modelo de negócio dentro da economia da influência.
Geração Z redefine o perfil dos creators e impulsiona uso do Telegram
Jovens criadores impulsionam o crescimento e priorizam conexão direta com o público















