Os cruzeiros representam atualmente apenas 2,7% do setor internacional de viagens e turismo. No entanto, esse segmento vem se consolidando como um dos que mais crescem em escala global. Durante anos, as viagens de cruzeiro estiveram associadas principalmente a um público mais velho, com um ritmo de viagem tranquilo e uma oferta limitada. A isso se somavam percepções que dificultavam sua adoção, como a ideia de que poderiam ser entediantes, caros ou pouco flexíveis em comparação com outras alternativas turísticas mais tradicionais. De acordo com o “Relatório sobre o Estado da Indústria de Cruzeiros”, entre 2019 e 2025 o número de passageiros de cruzeiros passou de 29,6 milhões para 37,2 milhões, o que equivale a um crescimento próximo de 25%. As projeções do setor estimam que, até 2028, o número alcance 42 milhões de passageiros, um aumento aproximado de 42% em relação a 2019. Esse comportamento reflete um novo impulso da indústria, especialmente pelo aumento de viajantes de primeira viagem, que veem no cruzeiro uma alternativa confortável, segura e com boa relação custo-benefício, em parte pela possibilidade de visitar múltiplos destinos em uma única viagem. Veja imagens do Star of the Seas, maior navio de cruzeiros do mundo 1 de 6 Star of the Seas, maior navio de cruzeiros do mundo — Foto: Eduardo Maia 2 de 6 Star of the Seas, maior navio de cruzeiros do mundo — Foto: Eduardo Maia X de 6 Publicidade 6 fotos 3 de 6 Star of the Seas, maior navio de cruzeiros do mundo — Foto: Eduardo Maia 4 de 6 Star of the Seas, maior navio de cruzeiros do mundo — Foto: Eduardo Maia X de 6 Publicidade 5 de 6 Star of the Seas, maior navio de cruzeiros do mundo — Foto: Eduardo Maia 6 de 6 Star of the Seas, maior navio de cruzeiros do mundo — Foto: Eduardo Maia X de 6 Publicidade Navio pode transportar até 7.600 passageiros e 2.350 tripulantes, num total de 9.950 pessoas. A isso se soma a diversificação da oferta, que hoje inclui cruzeiros de luxo, de expedição, familiares e exclusivos para adultos. O fenômeno também ganhou visibilidade nas redes sociais, onde as experiências a bordo e os destinos remotos contribuíram para posicionar os cruzeiros como uma das tendências turísticas mais aspiracionais. Expansão dos cruzeiros de expedição Embora o Caribe, as Bahamas e o Mediterrâneo continuem sendo os destinos mais procurados, os cruzeiros de exploração para a Antártida, o Ártico e as Ilhas Galápagos registraram o maior crescimento, com aumento de 21,6% entre 2023 e 2024. Lua cheia em alto-mar: Veja o novo navio de cruzeiros Norwegian Luna em 20 fotos 1 de 20 Uma das piscinas de borda infinita instaladas nas laterais do calçadão no deque 8 do Norwegian Luna, o novo navio de cruzeiros da Norwegian Cruise Line (NCL) — Foto: Eduardo Maia/O Globo 2 de 20 A piscina principal e parte do toboágua da montanha-russa aquática Aqua Slidecoastar, do Norwegian Luna, novo navio de cruzeiros da Norwegian Cruise Line — Foto: Eduardo Maia/O Globo X de 20 Publicidade 20 fotos 3 de 20 Plataforma de lançamento da montanha-russa aquática híbrida Aqua Slidecoaster, uma das atrações a bordo do Norwegian Luna, novo navio de cruzeiros da Norwegian Cruise Line — Foto: Eduardo Maia/O Globo 4 de 20 As curvas da montanha-russa aquática híbrida Aqua Slidecoaster (no alto) e do escorregador The Drop (até embaixo), duas atrações do Norwegian Luna, novo navio de cruzeiros da Norwegian Cruise Line — Foto: Eduardo Maia/O Globo X de 20 Publicidade 5 de 20 O navio de cruzeiros Norwegian Luna, visto do píer da Great Stirrup Cay, a ilha privativa da Norwegian Cruise Line nas Bahamas — Foto: Eduardo Maia/O Globo 6 de 20 Cena do musical "Elton", inspirado na obra de Elton John, uma das atrações a bordo do novo navio de cruzeiros Norwegian Luna, da Norwegian Cruise Line (NCL) — Foto: Eduardo Maia/O Globo X de 20 Publicidade 7 de 20 Uma das mais de 1.800 cabines do Norwegian Luna, o novo navio de cruzeiros da Norwegian Cruise Line — Foto: Eduardo Maia/O Globo 8 de 20 Simuladores de corridas na área de jogos eletrônicos do Norwegian Luna, novo navio de cruzeiros da Norwegian Cruise Line — Foto: Eduardo Maia/O Globo X de 20 Publicidade 9 de 20 O Penrose Atrium fica no meio do Norwegian Luna e ocupa três andares no novo navio de cruzeiros da Norwegian Cruise Line — Foto: Eduardo Maia/O Globo 10 de 20 Prato de nhoque ao lado do tablet por onde são feitos os pedidos no Indulge Food Hall, a praça de alimentação com dez pontos de comida de diversas especialidades, incluídos no pacote do Norwegian Luna, novo navio de cruzeiros da Norwegian Cruise Line — Foto: Eduardo Maia/O Globo X de 20 Publicidade 11 de 20 Um dos ambientes do Indulge Food Hall, a praça de alimentação com dez pontos de comida de diversas especialidades, incluídos no pacote do Norwegian Luna, novo navio de cruzeiros da Norwegian Cruise Line — Foto: Eduardo Maia/O Globo 12 de 20 Entrada para o salão do Surfide, o restaurante bufê do Norwegian Luna, o novo navio de cruzeiros da Norwegian Cruise Line — Foto: Eduardo Maia/O Globo X de 20 Publicidade 13 de 20 O Surfiside, restaurante bufê do Norwegian Luna, tem um raro forno à lenha para pizzas a bordo de um navio de cruzeiros — Foto: Eduardo Maia/O Globo 14 de 20 Torta de mação com sorvete: sucesso do cardápio do bar e restaurante The Local, que serve refeições até alta madrugada no Norwegian Luna, novo navio de cruzeiros da Norwegian Cruise Line — Foto: Eduardo Maia/O Globo X de 20 Publicidade 15 de 20 Um dos restaurantes de especialidade do navio de cruzeiros Norwegian Luna é o Hasuki, no estilo japonês hibachi, em que a comida é feita na frente dos clientes com muita cantoria e humor — Foto: Eduardo Maia/O Globo 16 de 20 A escultura de uma lua crescente é um dos pontos 'instagramáveis' do Norwegian Luna, o novo navio de cruzeiros da Norwegian Cruise Line — Foto: Eduardo Maia/O Globo X de 20 Publicidade 17 de 20 Um foguete de brinquedo que faz parte do playground molhado infantil do Norwegian Luna, novo navio de cruzeiros da Norwegian Cruise Line — Foto: Eduardo Maia/O Globo 18 de 20 Passageiro relaxa na Vibe Beach Club, a área exclusiva para adultos do Norwegian Luna, o novo navio de cruzeiros da Norwegian Cruise Line; no fundo, parte da montanha-russa aquática Aqua Slidecoaster — Foto: Eduardo Maia/O Globo X de 20 Publicidade 19 de 20 Piscinas termais do Mandara Spa, a área de relaxamento e tratamentos estéticos do Norwegian Luna, o novo navio de cruzeiros da Norwegian Cruise Line — Foto: Eduardo Maia/O Globo 20 de 20 Detalhe da pintura do casco do Norwegian Luna, feito pela artista plástica Elle, a madrinha do novo navio de cruzeiros da Norwegian Cruise Line — Foto: Eduardo Maia/O Globo X de 20 Publicidade Inspirada pela Lua e outros corpos celestes, embarcação apresenta tecnologia e boas atrações em roteiros pelo Caribe O desenvolvimento desse segmento é relativamente recente. O primeiro navio de expedição construído especificamente para a Antártida foi lançado em 1969, há apenas 56 anos. Atualmente, cerca de 70 embarcações operam em regiões polares, projetadas exclusivamente para expedição e exploração. Estima-se ainda que, entre 2019 e 2029, a capacidade desses navios cresça 150%. A Antarctica Cruises, agência credenciada pela IATAN especializada em expedições para a Antártida, o Ártico e a Patagônia, identifica várias tendências-chave nesse segmento, assim como a evolução do perfil do viajante. Uma das mudanças mais relevantes é o crescimento do viajante solo. Em 2024, 12% dos passageiros de cruzeiros optaram por viajar sozinhos, o dobro do registrado no ano anterior. No entanto, em 2025, o índice caiu para 7%, segundo o último relatório da CLIA. Ainda assim, permanece acima dos 6% registrados em 2023. — Observamos um aumento significativo de viajantes sozinhos, sobretudo mulheres entre 40 e 60 anos. Elas já não esperam que um parceiro ou amigo queira viajar com elas; cada vez mais se animam a fazê-lo sozinhas. Em geral, buscam comunidade e segurança, algo que os navios de expedição oferecem com cabines individuais ou programas para compartilhamento de cabine — explicou Jeremy Clubb, fundador e diretor da Antarctica Cruises. Conheça os hotéis, spas e cruzeiros mais luxuosos do mundo em 2026 1 de 8 Nujuma, a Ritz-Carlton Reserve — Foto: Divulgação 2 de 8 The St. Regis Atlanta — Foto: Divulgação X de 8 Publicidade 8 fotos 3 de 8 Capella at Galaxy Macau — Foto: Divulgação 4 de 8 Six Senses Douro Valley — Foto: Divulgação X de 8 Publicidade 5 de 8 Wymara Villas, Sunset Cove — Foto: Divulgação 6 de 8 Eric Bartolo-Ilma — Foto: Divulgação X de 8 Publicidade 7 de 8 Sushi Kissho by Miyakawa no Raffles at Galaxy Macau — Foto: Divulgação 8 de 8 The Spa at Mandarin Oriental, Costa Navarino — Foto: Divulgação X de 8 Publicidade Edição deste ano do Star Awards amplia presença global, anuncia primeiro cruzeiro Cinco Estrelas do mundo e mantém hotel brasileiro entre os melhores do planeta Paralelamente, o crescimento entre a Geração X é cada vez mais evidente. Viajantes entre 46 e 60 anos estão optando por experiências ativas sem esperar pela aposentadoria, incluindo caiaque, caminhadas com raquetes de neve ou acampamentos polares. Também há aumento entre profissionais com modelos de trabalho flexível. Outra mudança relevante está no foco das viagens familiares. As famílias estão deixando para trás os cruzeiros temáticos tradicionais para optar por experiências mais educativas e imersivas. — Os viajantes buscam experiências: querem presenciar e compreender o ecossistema. Isso se reflete na alta demanda por navios com programas de ciência cidadã, nos quais os passageiros participam da observação de nuvens para a Nasa, monitoramento de baleias ou coleta de amostras de água do mar ao lado de cientistas a bordo — acrescentou Clubb. Perfil dos viajantes No caso do mercado de turistas que falam espanhol, as viagens em cruzeiros de expedição costumam se concentrar nos meses de dezembro e janeiro, coincidindo com as férias de Natal e Ano-Novo. Esse perfil também se destaca por hábitos de reserva mais espontâneos em comparação com mercados como Estados Unidos e Alemanha. Enquanto, em nível internacional, as reservas são feitas entre 12 e 18 meses antes da partida, no mercado hispânico elas costumam ocorrer entre seis e nove meses antes, ou até com menos antecedência. Como é o navio de cruzeiros MSC World America 1 de 9 O navio de cruzeiros MSC World America atracado em Ocean Cay, a ilha privada da MSC nas Bahamas, durante sua viagem inaugural — Foto: Eduardo Maia/O Globo 2 de 9 O navio de cruzeiros MSC World America atracado em Ocean Cay, a ilha privada da MSC nas Bahamas, durante sua viagem inaugural — Foto: Eduardo Maia/O Globo X de 9 Publicidade 9 fotos 3 de 9 A bandeira dos Estados Unidos reproduzida no teto de LED do corredor central do MSC World America, novo navio de cruzeiros da MSC, baseado em Miami — Foto: Eduardo Maia/O Globo 4 de 9 Cozinheiros preparam pratos no Eataly at Sea, o primeiro restaurante da rede Eataly num navio de cruzeiros, novidade do MSC World America — Foto: Eduardo Maia/O Globo X de 9 Publicidade 5 de 9 Drinques servidos no bar secreto, no estilo speakeasy, a bordo do navio de cruzeiros MSC World America — Foto: Eduardo Maia/O Globo 6 de 9 Comediante se apresenta no The Loft, um salão dedicado a shows de humor, como apresentações de stand-up comedy, a bordo do MSC World America — Foto: Eduardo Maia/O Globo X de 9 Publicidade 7 de 9 O calçadão ao ar livre do World Promenade, um dos 'distritos' do navio de cruzeiros MSC World America — Foto: Eduardo Maia/O Globo 8 de 9 O Cliffhanger, o balanço que suspende os passageiros a quase 50 metros acima do mar, na brincadeira mais radical a bordo do navio de cruzeiros MSC World America — Foto: Eduardo Maia/O Globo X de 9 Publicidade 9 de 9 A piscina principal do navio de cruzeiros MSC World America — Foto: Eduardo Maia/O Globo Embarcação usa Miami como base para roteiros pelo Caribe Diferentemente de outros países, onde as viagens solo ganham maior protagonismo, os viajantes que falam espanhol seguem demonstrando preferência por experiências compartilhadas. É comum viajarem em casal ou em pequenos grupos, enquanto os passageiros que viajam sozinhos continuam sendo minoria. O idioma também é um fator determinante. Embora o inglês seja a língua padrão a bordo, os viajantes priorizam roteiros que ofereçam informações e palestras em espanhol. Em média, esse perfil viaja aos 52 anos e opta por roteiros entre sete e dez dias. — Embora a escassez de saídas em espanhol possa ser um desafio, alguns navios já utilizam dispositivos de tradução em tempo real durante as palestras, e parte da tripulação é bilíngue em inglês e espanhol — concluiu Clubb.