Empresa americana era a bandeira de cartão de crédito usada por clientes da fintech do banco de Daniel Vorcaro Cartão Mastercard do Will Bank: empresa americana não quer arcar sozinha com as perdas pela liquidação da fintech — Foto: Reprodução / Will Bank RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 22/05/2026 - 13:26 Mastercard Busca Dividir Prejuízo de R$ 5 Bi com Credenciadoras no Brasil A Mastercard está buscando dividir o prejuízo do colapso do Will Bank, parte do grupo Banco Master, com empresas de maquininhas de cartão no Brasil. A fintech, que usava a bandeira Mastercard, levou a empresa americana a reembolsar parcialmente transações de R$ 5 bilhões. A Mastercard propôs usar pagamentos dos clientes para reembolsar-se antes de repassar fundos às credenciadoras. A proposta surge após novas regras do Banco Central que responsabilizam empresas de pagamento por transações. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Mastercard está tentando minimizar perdas relacionadas à quebra do Banco Master, pedindo para que algumas das maiores empresas de pagamento brasileiras ajudem a pagar a conta. A empresa americana era a bandeira dos cartões emitidos pela fintech do Master, o Will Bank. O colapso da fintech fez com que a Mastercard pagasse valores a empresas de maquininhas que processaram cerca de R$ 5 bilhões em pagamentos feitos pelos clientes do Will antes da liquidação. A Mastercard reembolsou as credenciadoras, como as empresas de maquininhas são conhecidas, em cerca de 50% do total. Agora, está propondo usar os valores pagos pelos clientes do Will para se reembolsar antes de repassar recursos às credenciadoras, de acordo com pessoas familiarizadas com o tema e documentos vistos pela Bloomberg News. A minuta de um possível contrato foi enviada nesta semana a adquirentes, disseram as fontes. O grupo inclui empresas controladas por bancos, como a Rede e a Cielo, e maquininhas independentes, como a Stone e a PagSeguro. A proposta da Mastercard vem meses após o Banco Central publicar novas regras que tornam as empresas de pagamento responsáveis, “sem exceções, por assegurar o pagamento de todas as transações ao usuário recebedor, inclusive com o uso de recursos próprios caso os mecanismos de proteção que adote sejam insuficientes”. A Mastercard tem dito às adquirentes que o caso do Will Bank não deveria ser conduzido de acordo com este regramento porque as empresas de cartões tinham até maio para se adaptar, e o Will foi liquidado em janeiro. A Mastercard estima ter enviado os pagamentos exigidos pelas normas em vigor quando utilizou de recursos próprios para cobrir os 30 primeiros dias de faturas em aberto após a liquidação. A Cielo afirmou, em nota, que adquirentes não são responsáveis pelas garantias das operações de pagamento. “As adquirentes não podiam, não podem e não poderão escolher os emissores que fazem parte do arranjo e tampouco são responsáveis pelas garantias atreladas à operação”, disse a empresa. Um representante da Mastercard não comentou, bem como representantes da Stone e da Rede, que é controlada pelo Itaú Unibanco. A PagSeguro remeteu o pedido de comentário à Associação Brasileira de Internet (Abranet), que não retornou.