Hugo Motta e Eduardo Cunha — Foto: Agência O Globo O STF começa a julgar nesta sexta-feira uma ação contra mudanças na Lei da Ficha Limpa, cuja decisão pode definir as regras de inelegibilidade para a eleição deste ano e, na prática, quem poderá concorrer. Às vésperas de o caso ser apreciado pelo plenário virtual, Eduardo Cunha, um dos principais interessados no resultado, e Hugo Motta estiveram juntos na semana passada em um escritório em Brasília. Segundo relatos, o objetivo do encontro seria alinhar uma estratégia para que algum ministro peça vista e suspenda o julgamento, jogando a decisão mais para frente. Por meio de sua assessoria, Motta disse que não tratou de julgamento sobre Ficha Limpa com o ex-presidente da Câmara. O tema do encontro tampouco foi informado. Já Cunha negou que participou de reunião. Disse que apenas encontrou o presidente da Câmara no mesmo ambiente em que ele chegou e que estava de saída. — Apenas nos cumprimentamos, falamos umas bobagens e saí. As ações questionam uma alteração que beneficia políticos condenados. A mudança, aprovada pelo Congresso no ano passado, antecipa a contagem do prazo de inelegibilidade, o que abre brecha para que, além de Cunha, nomes como os ex-governadores Anthony Garotinho e José Roberto Arruda possam disputar as eleições.
A reunião com Cunha e Motta às vésperas do julgamento da Ficha Limpa no STF
A reunião com Cunha e Motta às vésperas do julgamento da Ficha Limpa no STF












