Congressista foi condenado por fraude e roubo de identidade ocorridos durante o governo de Joe Biden George Santos considera acessar fundo bilionário de Trump — Foto: AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 21/05/2026 - 16:04 George Santos planeja usar fundo bilionário de Trump para reabilitar imagem pública após condenação George Santos, filho de brasileiros e ex-deputado republicano nos EUA, considera solicitar acesso ao fundo bilionário criado por Trump para indenizar quem se considera perseguido por administrações anteriores. Santos, condenado por fraude e roubo de identidade, quer usar o fundo para esclarecer sua imagem pública. O fundo, de R$ 8,8 bilhões, é alvo de questionamentos legais e políticos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO George Santos, filho de brasileiros e ex-deputado republicano nos Estados Unidos, afirmou na última quarta-feira que considera solicitar acesso ao novo fundo bilionário do governo de Donald Trump, informou o Washington Post. Os recursos públicos servem para indenizar pessoas que se consideram perseguidas por administrações anteriores. Santos, condenado por fraude e roubo de identidade, deixou a cadeia no ano passado por ordem do presidente americano, o qual classificou como “maior presidente da história” do país. — Para mim não é uma questão financeira. Eu não fui prejudicado. Consigo manter minha renda — defendeu o ex-congressista ao jornal americano. Santos havia sido condenado a sete anos de prisão por fraude eletrônica e roubo de identidade qualificado, uma pena que ele havia começado a cumprir em julho do ano passado. Nascido em Nova York, o político usou cartões de crédito de seus doadores sem autorização para comprar roupas de grife, quitar a entrada de automóvel e sacar dinheiro em caixas eletrônicos, segundo a Promotoria. Além de apresentar problemas legais no Brasil, George Santos se tornou conhecido ao se apresentar como a "nova face" do Partido Republicano, surpreendendo em primárias no estado de Nova York, há décadas dominado pelos democratas, e chegando à Câmara dos Deputados. Contudo, a imagem de republicano perfeito começou a desmoronar: pouco depois de ser eleito, uma investigação revelou que toda sua trajetória política foi baseada em mentiras sobre sua educação, religião, experiência profissional, bens e salários. Ele chegou a falsificar sua história familiar, afirmando ser descendente de judeus sobreviventes do Holocausto que fugiram da barbárie nazista durante a Segunda Guerra Mundial. — Quero esclarecer as coisas. Acho que esse [acesso ao fundo] é um ótimo caminho para isso — disse Santos ao Washington Post. A criação do fundo Na segunda-feira, após o fim de uma ação de US$ 10 bilhões (equivalente a R$ 50 bilhões) movida por Trump contra a Receita americana, que também o blinda de investigações futuras, o Departamento de Justiça anunciou a criação do fundo de U$ 1,7 bilhão (cerca de R$ 8,6 bilhões), para “proporcionar um processo sistemático para ouvir e reparar as queixas de outras pessoas que sofreram instrumentalização e abuso jurídico”. — A máquina governamental jamais deve ser usada como arma contra qualquer cidadão americano, e é intenção deste departamento corrigir os erros cometidos anteriormente, garantindo que isso nunca mais aconteça —disse o secretário interino de Justiça, Todd Blanche. Na prática, qualquer um que tenha se sentido prejudicado pelo governo dos EUA por razões “políticas, pessoais ou ideológicas” pode pedir compensação. Desde os envolvidos na contagem de votos na eleição de 2020 que alegam terem sido ameaçados até os mais de 1,5 mil processados ou condenados pela invasão ao Capitólio. Na terça, o vice-presidente, JD Vance, não afastou a possibilidade dos agressores, já perdoados por Trump, receberem dinheiro e um pedido de desculpas. — Não descarto hipóteses categoricamente quando não sei nada sobre as circunstâncias individuais de uma pessoa — declarou Vance. — Temos pessoas acusadas de atacar agentes da lei. Isso não significa que vamos ignorar completamente as suas alegações. Os desembolsos serão decididos por uma comissão de cinco membros, sendo que quatro indicados pelo Departamento de Justiça, e que podem ser demitidos a qualquer momento por Trump.