Antony Vo estava na casa de um amigo na manhã de segunda-feira (18) quando outro manifestante que também recebeu indulto enviou uma mensagem: o governo Trump havia acabado de criar um fundo para beneficiar pessoas que acreditavam ter sido prejudicadas pelo governo federal —incluindo aqueles, como ele, que haviam invadido o Capitólio cinco anos atrás.

Vo, que fugiu brevemente do país para evitar sua sentença de prisão decorrente do motim, disse que não sabia inicialmente que o fundo havia sido criado como parte de um acordo maior do presidente Donald Trump para retirar um processo extraordinário movido contra a Receita Federal americana.

Mas as origens do fundo, disse ele, eram menos importantes do que como isso o fez sentir: surpreso, aliviado e grato ao mesmo tempo. "Fico feliz que isso tenha se transformado em algo que possa ajudar pessoas que estão sofrendo há bastante tempo."

Essa reação, ao que parece, foi típica entre os chamados "manifestantes do 6 de Janeiro", que há muito tempo se juntam a Trump ao afirmar que os esforços para responsabilizá-los por interromper a transferência pacífica de poder após a eleição de 2020 equivaliam a maus-tratos pelo sistema de Justiça criminal.

Alguns sentiram que o fundo validou a imagem que têm de si mesmos como vítimas do governo. Outros ficaram eufóricos —embora um tanto atônitos— com a perspectiva de um pagamento. E muitos também demonstraram certa confusão sobre como funcionaria o processo de apresentar pedidos e receber pagamentos.