Em um princípio de rebelião na base de apoio de Donald Trump, senadores do Partido Republicano abandonaram nesta quinta-feira (21) os planos de votar um projeto de US$ 72 bilhões destinado a financiar a política de deportação em massa do governo.
O movimento, que expõe divisões na legenda, foi uma resposta às exigências do presidente relacionadas a gastos considerados controversos até mesmo por seus correligionários.
O projeto previa recursos para ampliar as operações do ICE, a polícia de imigração dos Estados Unidos. Inicialmente, a proposta havia sido elaborada para tratar do financiamento das deportações, o que permitiria sua aprovação por maioria simples no Senado.
Mas a inclusão de dois itens defendidos por Trump acabou gerando resistência entre republicanos: um fundo de US$ 1,8 bilhão para indenizar supostas vítimas da "instrumentalização política" do governo e outro de US$ 1 bilhão para a construção do novo salão de festas da Casa Branca.
O fundo de instrumentalização poderia beneficiar aliados de Trump e pessoas condenadas pelos ataques ao Capitólio, em 6 de janeiro de 2021, quando uma turba apoiada pelo então presidente em seu primeiro mandato invadiu o Congresso para tentar impedir a certificação da vitória do democrata Joe Biden.











