O TC (antigo Traders Club) fechou com a Ibirá Participações e Investimentos a venda do negócio de assessoria, que inclui a base de 650 mil clientes da sua corretora “light” e do aplicativo, além da marca TC nas redes sociais, à exceção do canal no YouTube. O valor acordado foi de R$ 4,5 milhões, sendo R$ 2,5 milhões à vista e o restante em parcelas mensais de R$ 500 mil. Ao mesmo tempo, a companhia iniciou o processo de venda da Traders DTVM. Com os sócios que deram origem ao grupo vai ficar a Economatica, que passa a ser a companhia listada na bolsa e que havia sido vendida para a Reag, mas voltou para os antigos donos após a liquidação extrajudicial da administradora de fundos. A plataforma de informações financeiras já tinha se desfeito da participação de 20% na Arko Advice Pesquisas, por R$ 3 milhões no início do mês, mantendo os 15% que detêm na Arko Digital. “O TC concentrará seus esforços em suas unidades de tecnologia, Economatica e Sencon, com maior previsibilidade de receita, rentabilidade e capacidade de geração e caixa, e também na gestora de recursos Pandhora, priorizando operações mais eficientes em capital e alinhadas à estratégia de criação de valor de longo prazo para seus acionistas”, escreveu a companhia em fato relevante, assinado por Pedro Albuquerque, sócio-fundador e diretor de relações com investidores, em 12 de maio. Fundada por Daniel Sabino no ano passado, a Ibirá tem investimentos em ativos imobiliários, uma gestora de recursos chamada Krivo Capital e pediu autorização para o Banco Central (BC) para ter a sua própria securitizadora. Controla ainda a plataforma de renda fixa bancária Poupa Brasil, com as transações concretizadas via Terra e Genial. Para que não haja descontinuidade no atendimento dos clientes da DTVM do TC, eles ficam na custódia da Terra. Do TC vem uma base de renda variável, com custódia na Terra e na Genial, com cerca de R$ 180 milhões. Sabino estima que, com os clientes do TC, possa alcançar cerca de R$ 1,5 bilhão sob assessoria e na gestora de recursos até 2027, onde hoje reúne cerca de R$ 270 milhões. Dos 28 mil cadastrados no aplicativo, cerca de 7,5 mil são ativos e realmente têm dinheiro investido. “Nosso foco hoje é trazer o assessor para perto, dar esses canais para ele criar um fundo exclusivo para o cliente dele, poder distribuir um CDB ali com rendimento um pouco maior do que pagaria a corretora e todo o resto a gente terceiriza”, diz Sabino.