Gerando resumoA Broadcast, uma das principais fornecedoras de dados e informações ao mercado financeiro, e a B3 anunciaram nesta quinta-feira, 21, uma parceria envolvendo o Trademate, plataforma eletrônica de negociação de renda fixa no mercado secundário. A parceria permite que clientes da Broadcast enviem ordens de compra e venda de títulos públicos, por meio de seu terminal, reproduzindo uma experiência semelhante à de um home broker institucional.PUBLICIDADE“A iniciativa fortalece nosso ecossistema, gerando conexão e valor para os nossos clientes”, disse o CEO da Broadcast, Denis Piovezan, em cerimônia realizada na B3 em São Paulo, lembrando que atualmente a plataforma tem 13 mil terminais distribuídos no mercado.Segundo ele, esse é o pontapé de algo muito maior que vamos desenvolver. “A parceria é muito importante para a Broadcast, à medida que contribui para promover a liquidez e a transparência do mercado brasileiro”, acrescentou Piovezan.A B3 e a Broadcast anunciaram a parceria em cerimônia nesta quinta-feira, 21, na sede da Bolsa de Valores Foto: Tiago Queiroz/EstadãoDiariamente são negociados cerca de R$ 100 bilhões em títulos públicos no mercado de balcão brasileiro, dos quais de R$ 10 bilhões a R$ 12 bilhões acontecem no ambiente do Trademate. De janeiro a abril de 2026, já passaram pelo Trademate R$ 1,330 trilhão de negociações do mercado secundário de títulos públicos. PublicidadeO Trademate foi criado em 2023 e, nestes três anos, já conta com 650 instituições ativamente utilizando o ambiente para realizar negociações com títulos públicos, tendo movimentado R$ 5 trilhões no período.O superintendente de produtos de Renda Fixa da B3, Fernando Bianchini, lembrou que o estoque de títulos públicos está em R$ 8,5 trilhões e que, considerando o que é negociado diariamente, é como se o estoque inteiro da dívida girasse três vezes ao longo de um ano.Bianchini, da B3, e Piovezan, da Broadcast, celebram a parceria Foto: Tiago Queiroz/EstadãoBianchini acrescentou que, ao olhar os números, fica claro que não há falta de mercado e que os últimos três anos do Trademate, de eletrificação da renda fixa, mostraram que não se trata, tampouco, de simplesmente criar uma tela.“A tecnologia não basta, e é preciso mobilizar o mercado. Por isso, entendemos que a parceria com a Broadcast era um passo importante, porque está no dia a dia dos participantes e é uma referência de informação e conexão com o mercado”, disse.PublicidadeComo próximo passo, está prevista a incorporação do mercado de títulos privados ao módulo do Trademate na plataforma Broadcast+. Como é o TrademateO Trademate nasceu focado em títulos públicos federais, como NTN-B, LFT, NTN-C, LTN e NTN-F. Em 2024, a plataforma passou a negociar também Créditos de Descarbonização (Cbio), incorporando, na sequência, o registro de títulos privados, originalmente negociados no balcão, como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e do Agronegócio (CRA), debêntures e cotas de fundos fechados. Atualmente, além do registro, o Trademate permite a negociação desses ativos diretamente em tela, em um livro de ofertas eletrônico. Segundo Bianchini, a B3 está com processo de habilitação de candidatos para duas vagas de formadores de mercado, o qual deve ser encerrado no final deste mês, e tem intenção de aumentar a liquidez nas negociações com títulos de crédito privado. Bianchini afirmou ainda que o volume negociado diariamente de títulos de crédito privado está em R$ 6,5 bilhões no mercado de balcão. No acumulado deste ano, o Trademate já movimentou R$ 534 bilhões em títulos de dívida de empresas. Publicidade