A jornalista Miriam Leitão criticou, durante análise no Bom Dia Brasil desta quinta-feira (21), projetos recentes aprovados pela Câmara dos Deputados que flexibilizam regras ambientais e classificou a sequência de votações como uma “semana da destruição ambiental”. Segundo ela, as medidas representam um retrocesso no combate ao desmatamento e colocam em risco diferentes biomas brasileiros. Ao defender o uso da tecnologia no combate aos crimes ambientais, Miriam afirmou que “foi isso que permitiu realmente o avanço do combate” ao desmatamento. A comentarista também criticou a aprovação do projeto que reduz a área protegida da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará. Parte da unidade passará a ser classificada como Área de Proteção Ambiental (APA), categoria considerada menos restritiva por ambientalistas. “O governo Temer tentou isso e não conseguiu pela pressão da opinião pública. Agora o Congresso aprova uma redução da floresta, uma floresta poderosa, uma floresta preciosa para o Brasil”, disse. Miriam afirmou ainda que há outras propostas em discussão no Congresso que podem ampliar impactos ambientais. “Tem uma outra proposta que permite o desmatamento de tudo que for campo natural, que não for formação florestal. Isso destrói o Pampa, isso destrói o Pantanal. Isso até a Amazônia tem campos naturais”, declarou. A jornalista também criticou a mudança de proteção da Flona do Jamanxim. “O que significa isso? Você tira camadas de proteção. Porque a APA é muito menos protegida do que uma floresta nacional”, afirmou. Os projetos seguem agora para análise do Senado. Desmatamento feito para criar área de pasto — Foto: Divulgação
Miriam Leitão: projeto que limita fiscalização por satélite é retrocesso ambiental | G1
‘Foi isso que permitiu o avanço do combate’, disse comentarista ao defender uso da tecnologia.












