O Grupo Casas Bahia passa a operar sob um ciclo caracterizado por crescimento de margens, geração de caixa e construção de valor a longo prazo. O momento inaugura uma nova etapa da trajetória da Companhia, que reforça um posicionamento baseado em crescimento com disciplina operacional, geração consistente de caixa e monetização integrada de diferentes ativos do ecossistema. “Iniciamos o ano com uma companhia mais resiliente e eficiente. Os resultados do primeiro trimestre de 2026 refletem um negócio com fundamentos mais sólidos, uma operação mais leve, com balanço equacionado e foco absoluto em rentabilidade e geração de valor”, afirma Renato Franklin, CEO da companhia. Pela primeira vez em um primeiro trimestre, período historicamente mais pressionado pela sazonalidade do varejo e tradicionalmente marcado por consumo de caixa, a empresa registrou fluxo de caixa livre positivo de R$ 852 milhões. Esse dado reforça a capacidade do Grupo Casas Bahia de converter eficiência operacional e disciplina financeira em geração estruturada de valor. Em paralelo, o volume bruto de mercadorias (GMV) somou R$ 11,2 bilhões, enquanto a rentabilidade se manteve saudável, com Ebitda ajustado de R$ 597 milhões (margem de 8,1%) e margem bruta de 30,3%. São indicadores que reforçam a evolução da eficiência operacional, disciplina financeira e capacidade de conversão de resultado em caixa. Expansão e novas frentes Com liquidez total de R$ 3,2 bilhões, o Grupo encerrou o primeiro trimestre em uma estrutura de capital mais equilibrada e menor risco financeiro, fortalecendo sua capacidade de capturar valor por meio da redução consistente das despesas financeiras e da expansão de frentes de maior retorno. Os dados apontam para a evolução do Grupo, que vem trabalhando para construir uma nova arquitetura operacional capaz de potencializar a monetização integrada de diferentes ativos. O valor bruto de mercadorias do canal de e-commerce comercializado diretamente pela varejista com base em seu próprio estoque cresceu 27,4%, maior avanço dos últimos 19 trimestres. Esse é um dos principais sinais da retomada do protagonismo operacional da Companhia no varejo digital, resultado sustentado por ganho de 1,2 ponto percentual de market share, fortalecimento das categorias core (como linha branca e TVs), crescimento do tráfego qualificado e expansão de canais e parcerias estratégicas. Em paralelo, novas frentes de monetização começam a ganhar relevância dentro do ecossistema da companhia. Entre elas, a operação de retail media aparece como uma nova avenida de crescimento altamente rentável, monetizando o tráfego físico e digital de todo o ecossistema Casas Bahia. O modelo combina mídia nas plataformas digitais, CRM, publicidade nas lojas físicas, venda de espaços e exposição para marcas parceiras. As margens da operação são elevadas e alcançam de 50% a 60% no online e até 90% na loja física. Olhar para o futuro Frente a um olhar prospectivo e com o balanço equacionado, o Grupo projeta os próximos anos sob a ótica da disciplina de execução. O objetivo é garantir que cada avanço se traduza em melhora da experiência do cliente e na perenidade do negócio, assegurando crescimento sustentável em um mercado dinâmico. A redução de 68% da dívida líquida e a alavancagem em 0,5 vez já começaram a produzir efeitos concretos sobre as despesas financeiras. Apenas no primeiro trimestre deste ano, a Companhia reduziu em R$ 234 milhões o pagamento de juros em relação ao período imediatamente anterior. Para os próximos trimestres, um vetor relevante de criação de valor é a nova estrutura de capital. A perspectiva é que o processo de substituição gradual de linhas mais caras por fontes de financiamento mais eficientes continue produzindo ganhos, especialmente dentro do ciclo de giro da carteira, aumentando a previsibilidade de melhora do resultado financeiro no futuro. Outro eixo estratégico passa pela infraestrutura logística, apresentada pela companhia como o próximo grande gatilho de valor do ecossistema. A estratégia envolve a transformação da operação logística em uma plataforma de prestação de serviços para terceiros, ampliando a monetização do ecossistema e reforçando a logística como ativo estratégico — e não apenas operacional. “Ao longo de 2026, a companhia seguirá focada na disciplina de execução, na redução do custo da dívida, na otimização do capital de giro e na evolução consistente da geração de caixa e das margens”, informa o CFO, Elcio Ito.