Tomando inspiração das universidades americanas, a PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro) faz rebranding da organização de ex-alunos e procura doações de executivos para manutenção de um fundo patrimonial para a instituição.

Armínio Fraga (ex-presidente do Banco Central, atual Gávea Investimentos), Rodolfo Marinho (IP Capital Partners), Alessandro Horta (Vinci Partners) e o escritório de advocacia Pinheiro Neto estão entre os doadores da iniciativa.

Para impulsionar a ideia, a universidade lança a campanha Doador Pioneiro: procura 50 doadores iniciais com uma cota de R$ 300 mil em três anos. Há também a cota Doador Visionário, para aqueles que doarem quantias superiores a R$ 2 milhões. O objetivo é acumular um ticket de R$ 35 milhões até 2028, segundo Barbara Christian, presidente do Alumni PUC-Rio.

De acordo com a representante, o dinheiro deve ser investido no fornecimento de bolsas de estudos sociais, infraestrutura, pesquisa, práticas de extensão e programas de apoio à permanência estudantil. O dinheiro arrecadado com as mensalidades —podem chegar à casa dos R$ 5.000 no ano letivo de 2026— de alunos não-bolsistas serve para cobrir outras despesas.

A instituição pode usar apenas os rendimentos do dinheiro investido no fundo patrimonial em uma base regular. A liquidez total só pode ser usada em casos de emergência —a porta-voz cita o incêndio no Museu Nacional em 2018 como exemplo de possibilidade de uso.