Empresa afirma que a execução financeira reflete decisões de gestão alinhadas ao cenário de mercado e orientadas pela sustentabilidade da companhia, geração de valor e disciplina de capital A sede do Tribunal de Contas da União (TCU) em Brasília — Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil/ 03-07-2023 RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 20/05/2026 - 00:11 TCU alerta sobre desalinhamento financeiro da Petrobras em 2024 O Tribunal de Contas da União (TCU) detectou um desalinhamento nas finanças da Petrobras para 2024, com pagamento de dividendos e dívidas acima das previsões e investimentos abaixo das metas. Segundo relatório técnico, isso pode impactar a sustentabilidade financeira e a credibilidade de mercado da estatal. A Petrobras respondeu que suas decisões são alinhadas ao mercado e visam sustentabilidade e geração de valor. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Tribunal de Contas de União (TCU) identificou um desalinhamento na política financeira da Petrobras em 2024 em relação ao próprio planejamento estratégico. De um lado, apontou relatório da equipe técnica aprovado pela corte nesta terça-feira, houve pagamento de dividendos e de dívidas cima dos valores projetados. De outro, investimentos abaixo das metas definidas pela própria companhia. Segundo o relatório, esse desalinhamento pode impactar a sustentabilidade finaneira de longo prazo da companhia e a credibilidade no mercado. A área técnica destacou que, ao revés do plano estratégico, que previa direcionar 52% das fontes de caixa para investimentos, a Petrobras executou um investimento de 39% inferior ao planejado. Em contrapartida, os pagamentos de dívidas superaram as projeções em 49%, e a distribuição de dividendos foi 88% maior que o estimado. Segundo o relatório, a dívida bruta da empresa tem retomado trajetória ascendente, impulsionada por arrendamentos, e os indicadores de rentabilidade de apresentaram deterioração nos últimos trimestres. O documento ressalta que a Petrobras se descolou do comportamento das grandes petroleiras internacionais. "Na prática, os investimentos se tornaram a menor rubrica, enquanto os dividendos assumiram posição de destaque, invertendo a lógica originalmente desenhada no planejamento estratégico", diz o parecer da área técnica. Segundo o parecer, a dívida bruta da estatal voltou a crescer nos últimos anos, atingindo US$ 64,7 bilhões no primeiro trimestre de 2025, impulsionada principalmente pelo aumento dos arrendamentos de plataformas e navios. No voto, o ministro relator Augusto Nardes afirmou que Petrobras apresenta sinais de deterioração em indicadores financeiros e operacionais, com aumento da alavancagem e queda de rentabilidade. Procurada, a Petrobras informou em nota que a execução financeira da empresa em 2024 e primeiro trimestre de 2025 "reflete decisões de gestão alinhadas ao cenário de mercado e orientadas pela sustentabilidade da companhia, geração de valor e disciplina de capital." A empresa alega ainda que os planos estratégicos estabelecem diretrizes de longo prazo e são continuamente acompanhados e ajustados conforme fatores operacionais, regulatórios e econômicos que impactam a indústria de óleo e gás. Sobre o pagamento de dividendos, a Petrobras afirmou que esse tipo de decisão e alocação de recursos seguem políticas aprovadass pelos órgãos de governança. Na nota, a companhia que o aumento da dívida decorreu principalmente de contratos de arrendamento. "Ao longo dos últimos anos, a Petrobras vem mantendo níveis de endividamento considerados saudáveis e compatíveis com o porte e a capacidade de geração de caixa da companhia. Por fim, convém ressaltar que o Tribunal de Contas da União não identificou qualquer irregularidade na conduta da Petrobras, tendo feito recomendações de aprimoramento que serão analisadas no âmbito da governança da companhia", alega a companhia na nota. Entre as recomentações, o TCU propôs que a Petrobras estabeleça limites formais de tolerância para variações em dividendos, investimentos e endividamento, além da criação de planos de contingência para situações de desvio relevante em relação ao plano estratégico. A análise do TCU foi estruturada em torno de seis categorias de variáveis, endividamento, rentabilidade, investimentos, remuneração ao acionista, liquidez e atividade.
Auditoria do TCU vê 'desalinhamento' entre dividendos, dívida e investimentos da Petrobras em 2024
Empresa afirma que a execução financeira reflete decisões de gestão alinhadas ao cenário de mercado e orientadas pela sustentabilidade da companhia, geração de valor e disciplina de capital










