Eventual colaboração premiada só seria considerada diante da existência de "provas consistentes e inequívocas", afirmou em nota O advogado Eugênio Aragão divulgou nota na tarde desta terça-feira (19) afirmando que deixou a defesa do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, preso na operação Compliance Zero. Na nota, ele afirma que "somente participa de iniciativas jurídicas pautadas pela absoluta seriedade, confiança profissional e responsabilidade". O ex-defensor de Costa afirmou ainda na nota que "eventual colaboração premiada apenas seria considerada diante da existência de provas consistentes e inequívocas, sempre com respeito à legalidade, às instituições e à reputação das pessoas envolvidas". Aragão havia entrado na defesa do ex-dirigente do banco estatal de Brasília após ele ser preso na quarta fase da Compliance Zero, por ordem do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A expectativa era que ele e o criminalista Davi Tangerino promovessem uma mudança na estratégia de defesa e auxiliassem Costa na negociação de um acordo de colaboração premiada. Os próprios advogados chegaram a peticionar no STF pedindo transferência de local de prisão alegando que Paulo Henrique Costa tinha interesse em colaborar. Procurado, Tangerino afirmou ao Valor que segue na defesa de Paulo Henrique Costa, mas não deu mais detalhes sobre estratégias da defesa. Como mostrou o Valor, a expectativa era de que Paulo Henrique fechasse um acordo de confidencialidade com a PGR e a PF ainda nesta semana. A etapa é uma das iniciais do acordo de colaboração premiada e, a partir dela, ele teria um prazo de duas semanas para organizar todos os anexos que ele pretende entregar às autoridades. Dentre os nomes que ele deveria mencionar estão os de Ibaneis Rocha e Celina Leão. Agência do Banco Regional de Brasília (BRB) em São Paulo — Foto: Victor Moriyama/Bloomberg
Advogado deixa defesa de ex-presidente do BRB, que busca delação, e diz que só participa de iniciativas sérias
Eventual colaboração premiada só seria considerada diante da existência de "provas consistentes e inequívocas", afirmou em nota














