"Nada ficou provado contra mim", diz João Caldas, barrado pela Lei da Ficha Limpa em 2022; ex-deputado compara novo pré-candidato a Neymar O ex-deputado João Caldas, presidente do Democracia Cristã, em entrevista ao SBT — Foto: Reprodução da TV RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 19/05/2026 - 23:55 Joaquim Barbosa se Filia ao Democracia Cristã de João Caldas João Caldas, presidente do Democracia Cristã, partido que agora abriga Joaquim Barbosa, foi condenado no escândalo da máfia dos sanguessugas e barrado pela Lei da Ficha Limpa em 2022. Caldas compara Barbosa a um "Neymar do DC", aludindo ao potencial de revitalização política, destacando sua popularidade no julgamento do mensalão em 2012. Caldas, apesar de seu histórico, aposta no perfil de Barbosa para organizar a "bagunça" do país. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Morreu por falta de votos a candidatura de Aldo Rebelo ao Planalto. Sem alcançar 1% nas pesquisas, o ex-comunista foi rifado pelo Democracia Cristã. O presidente da sigla, João Caldas, recorre ao futebol para explicar a decisão: “Seu time está perdendo e tem um perna de pau em campo. Você deixa ele lá ou chama o Neymar, que está no banco?”. O Neymar do DC é Joaquim Barbosa, o ex-ministro do Supremo. A exemplo do atacante do Santos, seu maior trunfo é o passado. O auge da popularidade foi em 2012, no julgamento do mensalão. Há oito anos, Barbosa ensaiou disputar a Presidência pelo PSB. Desistiu alegando razões pessoais. “Ele viu que tinha gente puxando o tapete. Aqui isso não vai acontecer. Joaquim é uma u-na-ni-mi-da-de”, diz Caldas, recitando uma sílaba por vez. O DC era o partido de Eymael, nanico que disputou seis eleições presidenciais. Sua aposentadoria abriu caminho para Caldas, ex-deputado alagoano. Em quatro décadas na política, ele já passou por PMDB, PMN, PL, PSDB, PEN e União Brasil. Convenceu-se de que o eleitor não dá a mínima para o troca-troca. “O povo não escolhe partido, escolhe candidato. O Collor foi eleito pelo PRN e o Bolsonaro pelo PSL”, lembra. Questionado se Barbosa também usaria o figurino de salvador da pátria, ele desconversa: “Nada a ver. O Joaquim é preparadíssimo!”. Segundo Caldas, o ex-ministro teria o perfil certo para pilotar uma República desgovernada. “Qual é a lei que vale no Brasil? Só a do jogo do bicho, onde vale o escrito”, ironiza. “O país está uma bagunça, e ele vai botar ordem na bagunça”, promete. Apesar do entusiasmo, o Ancelotti do DC não sabe dizer se seu Neymar tiraria votos de Lula ou de Flávio Bolsonaro. “Aí eu teria que ser um palpiteiro. Mas, quando a gente mostra a foto dele, o povo vibra como se fosse gol”, empolga-se. Doze anos depois de pendurar a capa preta de ministro, Barbosa ainda tem a imagem associada à condenação dos mensaleiros. “Tem uma turma aí com medo dele, né?”, provoca Caldas. O presidente do DC diz não integrar esse time, embora já tenha sido condenado por corrupção no escândalo da máfia dos sanguessugas. Em 2022, ele tentou virar suplente de senador e foi barrado pela Lei da Ficha Limpa. “Fui vítima de acusações levianas. Nada ficou provado contra mim”, discursa. Por via das dúvidas, o ex-deputado não deve ser candidato em outubro. “Meu projeto agora é trabalhar nas costuras. Vou virar um office boy de luxo”, anuncia.
Presidente do DC, de Joaquim Babosa, foi condenado na máfia dos sanguessugas
"Nada ficou provado contra mim", diz João Caldas, barrado pela Lei da Ficha Limpa em 2022; ex-deputado compara novo pré-candidato a Neymar












