Operação da Refit vai secar caixa 2 de partidos do centrãoCirculam informações em Brasília de possíveis delações premiadas de figuras-chave dos esquemas agora desbaratados. Crédito: Raquel Landim/Guilherme SchannerGerando resumoO empresário Ricardo Magro, dono da Refit, é alvo de uma operação da Polícia Federal realizada nesta sexta-feira, 15. Foi determinada a inclusão dele na Difusão Vermelha da Interpol. A defesa dele e da Refit ainda não se manifestaram.Além dele, o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro(PL) também está no centro da Operação Sem Refino, da PF, que apura a atuação do grupo Refit, conglomerado do setor de combustíveis suspeito de usar estruturas societárias e financeiras para ocultação de patrimônio, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior. A ação também envolve buscas em endereços do desembargador do Rio, Guaraci de Campos Vianna. As defesas não se pronunciaram até o momento.Na foto, o empresário Ricardo Magro, alvo de operação da PF. Foto: Magro Advogados/DivulgaçãoMegaoperação no ano passadoPUBLICIDADEEmpresário e ex-advogado, Magro é responsável pelo Grupo Refit (antiga Refinaria de Manguinhos), que já foi alvo de uma megaoperação realizada em 27 de novembro do ano passado, pela Polícia Civil de São Paulo, Receita Federal e o Ministério Público. O grupo é apontado pela Receita Federal como o maior devedor contumaz de impostos do Brasil, com dívidas que superam R$ 26 bilhões. É investigado por fraudes bilionárias, sonegação de ICMS e lavagem de dinheiro, com foco no setor de combustíveis.PublicidadeA Refinaria de Manguinhos entrou no radar das autoridades após a deflagração da Operação Carbono Oculto, em agosto do ano passado. As autoridades investigam se o combustível da Refit abasteceria redes de postos de gasolina controladas pelo PCC. Em outubro do ano passado, a Receita Federal apreendeu dois navios com carga que ia para Manguinhos. Leia tambémCláudio Castro é alvo de operação da PF contra o grupo Refit, maior devedor de impostos do PaísCorregedoria afasta desembargador do Rio que deu decisões a favor de refinaria ligada ao PCCMagro ganhou destaque no noticiário de negócios em 2008, quando comprou a Refinaria de Manguinhos. Em recuperação judicial, ela foi rebatizada de Refit, e já enfrentava processos de cobranças de impostos e investigação do Ministério Público. O empresário também atuou como advogado do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (Republicanos-RJ) - de quem é amigo.Não é de hoje que o nome de Magro está relacionado a denúncias de evasão fiscal na gestão da refinaria. Ele também já esteve envolvido em supostas compras de decisões judiciais na Justiça paulista e apareceu na lista dos brasileiros que mantém offshores em paraísos fiscais. Em 2016, chegou a ser preso por suspeita de lesar o fundo de pensão Postalis. Também foi alvo de investigações da Polícia Federal.