O advogado Eugênio Aragão deixou a defesa do ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa, nesta terça-feira (19), em meio às tratativas para a sua delação premiada. Costa está preso desde 16 de abril por envolvimento nas fraudes do Banco Master.

Em comunicado divulgado à imprensa, Aragão afirmou que, com quase 30 anos de atuação no Ministério Público Federal e extensa trajetória em funções de cúpula da instituição, "somente participa de iniciativas jurídicas pautadas pela absoluta seriedade, confiança profissional e responsabilidade".

"Eventual colaboração premiada apenas seria considerada diante da existência de provas consistentes e inequívocas, sempre com respeito à legalidade, às instituições e à reputação das pessoas envolvidas", disse.

Aragão, que é subprocurador-geral da República aposentado, teria divergido do procedimento de colaboração premiada e da condução do caso. Ele teria achado melhor deixar o advogado Davi Tangerino, que também atua na defesa, dar os seus direcionamentos.

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou, no último dia 8, a transferência de Costa para o 19º Batalhão de Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.