A Camex (Câmara de Comércio Exterior) indeferiu pedido de aumento do imposto de importação para pneus novos de motocicletas. A proposta era reajustar a tarifa de 14,4% para 35% por 60 meses.
A solicitação foi protocolada pelo Simefre (Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários) em outubro do ano passado. A entidade argumentou que a concorrência de produtos asiáticos, especialmente de Paquistão, Índia e Indonésia (que representam 70% do que foi importado em 2025), acontece a preços incompatíveis com os custos de produção no Brasil.A Camex concluiu que as informações não eram suficientes para justificar o aumento do imposto. Um dos dados considerados, segundo parecer da Câmara, é que a venda da indústria doméstica cresceu 16,3% entre 2021 e 2024. O aumento das importações teria acompanhado a expansão da demanda.
O relatório também afirmou que o reajuste para 35% criaria distorções no escalonamento tarifário.
O setor de pneus para motocicletas está em expansão no país. A frota de veículos registrados chegou a 30 milhões, segundo o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito). As importações pularam de US$ 26,3 milhões em 2022 para US$ 47,6 milhões para 2025.O Brasil já aplica direitos antidumping contra pneus originários da China, do Vietnã e da Tailândia, com vigência até dezembro de 2030.











