O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes votou, nesta sexta-feira 15, por tornar réus os delegados da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa, Giniton Lages e Marco Antonio de Barros Pinto. O processo envolve a obstrução das investigações sobre o assassinato da vereadora da capital Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes.
As apurações miram a existência de uma associação criminosa armada estruturada na Delegacia de Homicídios da Capital.
Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República, o grupo criou um “balcão de negócios” para garantir a impunidade de crimes cometidos por milícias e lideranças de jogos ilegais, mediante o pagamento de vantagens financeiras.
Na ação penal que condenou os acusados de mandar matar Marielle, o delegado Rivaldo Barbosa foi sentenciado a 18 anos em regime fechado, por ter usado o cargo para planejar a execução do crime de forma a garantir a impunidade dos mandantes e desviar o curso das investigações.
O novo julgamento ocorre no plenário virtual da Primeira Turma e deve terminar na próxima sexta-feira 22. Além de Moraes, votam Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia.















