No artigo Maus perdedores, de 15 dias atrás, afirmei que os Estados Unidos não venceram nenhum conflito depois da Segunda Guerra Mundial. Afirmação que mereceu críticas de alguns amigos e leitores. Indiquei o empate na guerra das Coreias e as derrotas no Vietnã, no Iraque e no Afeganistão.
Os críticos afirmaram que os Estados Unidos venceram a guerra do Iraque e também conflitos como na ex-Iugoslávia e na Líbia. Não mencionei esses países ou outros por considerar que se tratou de intervenções militares e não de guerras. Diferentemente das Coreias, do Vietnã, do Iraque e do Afeganistão, os especialistas consideram que na ex-Iugoslávia aconteceu, entre 1991 e 2001, um conjunto de guerras civis e de independência com uma intervenção militar estrangeira efetivada pela Otan, com a participação dos Estados Unidos. Na Líbia, no contexto da derrubada de Muammar Kadhafi, também aconteceu uma guerra civil com intervenção militar externa.
Essa diferenciação se justifica porque os conceitos de guerra e de intervenção militar são distintos em se tratando de relações entre Estados. A guerra se define por um conflito armado, geralmente declarado, e organizado entre Estados. Nas guerras há o uso de contingentes militares significativos e de recursos em armas com grande poder destrutivo. O objetivo consiste em derrotar o inimigo, visando a rendição ou um acordo de paz que lhes seja desvantajoso.











