O ex-banqueiro Daniel Vorcaro negou que tenha obtido informações privilegiadas do BC (Banco Central) e oferecido vantagens a servidores da autoridade monetária. Em depoimento prestado à Polícia Federal em 28 de agosto, obtido na íntegra pelo UOL, Vorcaro foi questionado sobre trocas de mensagens com dois ex-servidores do BC.

O delegado federal Albert Paulo Sérvio de Moura conduziu o interrogatório, que durou mais de 3 horas. Nele, o ex-banqueiro foi diretamente confrontado por capturas de tela de mensagens que teria enviado ao ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária do BC, Belline Santana, e ao ex-diretor de fiscalização do BC, Paulo Sérgio Neves.

Em um trecho do depoimento, Vorcaro foi questionado sobre sua relação com Santana e sobre eventual transferência de valores, imóveis ou qualquer outro tipo de vantagem ao servidor.

O ex-banqueiro afirmou que teve "conversas institucionais" com ele e negou ter feito transferências diretas com vantagens econômicas ao ex-diretor do BC.

Relatou, no entanto, que houve interesse em apoiar um projeto social ligado a Belline, voltado à promoção de pessoas negras em posição de relevância em bancos centrais e instituições financeiras pelo mundo.