0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Daniel Vorcaro — Foto: Ana Paula Paiva/Valor/Agência O Globo Investigação da Polícia Federal sobre o caso Master que foi tornada pública na última quinta-feira pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), mostra que o banqueiro Daniel Vorcaro ajudou a custear viagens ao exterior para servidores do Banco Central (BC), órgão que regula e fiscaliza bancos e que autoriza grandes operações. Conforme a PF, servidores do BC agiam como "empregados" de Vorcaro. Neste caso, a polícia se refere especificamente a Paulo Sergio Neves de Souza, então, chefe-adjunto do Departamento de Supervisão Bancária, e Belline Santana, ex-chefe do departamento, que, conforme os investigadores, "defendiam ativamente os interesses do Banco Master junto à autarquia federal, muitas vezes atuando como verdadeiros 'empregados' de Daniel Vorcaro". Em uma ocasião, os policiais identificaram que Vorcaro "poderia estar ajudando o custeio de uma viagem para a Disney para Paulo Sergio e sua família". No caso em questão, ele enviou a Vorcaro o roteiro de sua viagem à Disney. O banqueiro encaminhou a mensagem para Leonardo Palhares, advogado apontado pela PF como operador de Vorcaro, e pediu a organização de um guia turístico para o grupo de Paulo Sergio. "Bom dia! Léo acabou de me mandar mensagem. Obrigado mais uma vez!!! Estamos embarcando daqui a pouco", escreveu Paulo no dia 5 de fevereiro de 2024. Em seguida, ele diz ao banqueiro que ele terá uma reunião com Ailton de Aquino, diretor de Fiscalização do BC, e repassa algumas dicas. "Vão perguntar de estratégia. Nos moldes da reunião com o Presi [presidente]. Me perguntaram porque o banco está comprando bancos sem viabilidade (Banif, Voiter, Will). Expliquei que no processo de compra os bancos são adquiridos saneados e capitalizados", escreveu. Vorcaro disse apenas "ok, ótimo".
Vorcaro pagou viagens e ida à Disney para servidores do BC que agiam como 'empregados' do banqueiro, aponta PF
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