0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente do STF, ministro Edson Fachin — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo//03/08/2026 Ao acatar os pedidos da Procuradoria-Geral da República (PGR), de suspensão total do sigilo no Caso Master, e do ministro Cristiano Zanin, para a liberação da íntegra do conteúdo do celular de Daniel Vorcaro, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, age novamente para tentar interromper uma nova escalada do conflito na Corte, a exemplo das decisões de quarta-feira. A decisão de Fachin, porém, mantém uma ressalva necessária, mas que pode virar uma brecha para que o ministro André Mendonça, relator do Caso Master, continue fazendo escolhas sobre o que deve permanecer sob sigilo. Isso porque o despacho ressalva que podem ser excluídas dessa divulgação “exclusivamente as diligências em andamento ou a serem realizadas, para as quais se pudesse antever possíveis prejuízos à sua efetividade”. Nos bastidores do STF, o temor é que essa ressalva permita a manutenção da margem de discricionariedade de Mendonça justamente no ponto que vem alimentando as acusações de parcialidade contra o ministro. Ainda resta Fachin responder a Alexandre de Moraes, que pediu que o plenário do STF analise, na sessão plenconvocada para terça-feira, não apenas o relatório sobre uma ligação com Daniel Vorcaro, mas também o documento apresentado por Moraes sobre a conduta de André Mendonça à frente dos inquéritos do Banco Master e do INSS. A acusação feita por Moraes é de que Mendonça teria atuado com parcialidade na condução dos casos.