0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente do STF, Edson Fachin — Foto: Alejandro Zambrana/STF O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, solicitou nesta quinta-feira (10) ao ministro André Mendonça que tire o sigilo da investigação principal do caso Master. Fachin também pediu que o colega envie aos demais os ministros, em HD, uma cópia de "todos os procedimentos" relacionados à investigação que levou à prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Ficam ressalvadas apenas as "diligências cujo sigilo seja imprescindível". Como Mendonça é o relator, cabe a ele tornar ou não a apuração pública. O ministro indicou, por meio de interlocutores, que irá tirar o sigilo da investigação indicada por Fachin, tal como solicitado pelo presidente do Supremo. O despacho pode ser divulgado ainda nesta quinta. O argumento de Fachin é que foi pautado para a próxima terça-feira (10) a análise do relatório da Polícia Federal (PF) que cita mensagens enviadas por Vorcaro a um telefone atribuído ao ministro Alexandre de Moraes. Ele afirma que o processo que trata da mensagem é derivado da investigação principal do Master. "Tendo em vista a inclusão da Pet 16.662 em calendário de julgamento da sessão extraordinária de 15 de setembro de 2026 e considerando que a Pet 16.662 foi formada a partir da Pet 15.556, solicite-se ao eminente ministro André Mendonça, a remessa, em HD próprio, a esta Presidência e aos gabinetes dos ministros, de todos os procedimentos contidos ou relacionados à Pet 15.556, bem como o levantamento do sigilo da Pet 15.556 (e dos procedimentos nela contidos ou a ela relacionados)", diz o despacho, que tem apenas um parágrafo. Na quarta-feira (9), Fachin convocou uma sessão do plenário para discutir o relatório da PF. Nela, os ministros discutirão se validam o documento e se Moraes deve ser investigado por sua ligação com Vorcaro. No mesmo dia, ele também avocou o inquérito das fake news, relatado por Moraes desde 2019. Fachin cancelou a sessão do plenário desta quinta-feira e passou toda a tarde tratando da sessão com colegas. Ele conversou com Moraes, Mendonça, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Luiz Fux, Nunes Marques e Cármen Lúcia. O relatório que cita Moraes desencadeou uma crise sem precedentes no Supremo. Como resposta, Moraes pediu a investigação do colega por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. Ele diz que Mendonça atuou politicamente contra alvos específicos nas investigações do Master e do esquema de fraude no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Como revelou o Valor mais cedo, ministros pressionam Fachin para que as suspeitas contra Moraes e Mendonça sejam discutidas em conjunto. Caso contrário, uma ala mais ligada a Moraes cogita a possibilidade de pedir vista (mais tempo de análise), suspendendo o exame do caso.