0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 André Mendonça, ministro do STF — Foto: Cristiano Mariz/O Globo 2/9/2026 O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou nesta quinta-feira (10) o sigilo das investigações sobre o Banco Master. Ele atendeu a uma solicitação feita pouco antes por Edson Fachin, presidente da Corte. Ficarão ressalvadas as diligências que tiverem sigilo imprescindível. Ou seja, as que possam comprometer apurações em curso. "Em harmonia à solicitação formulada pelo eminente presidente, ministro Edson Fachin, promovo o levantamento do sigilo dos autos da Pet 15.556 e dos procedimentos contidos ou relacionados", diz o ministro no despacho. A decisão inclui a petição que é base da investigação do Master na Corte e investigações correlatas. Com isso, a queda do sigilo pode abarcar tanto as apurações sobre as carteiras de crédito vendidas pelo Master ao Banco de Brasília (BRB), quanto as quebras de sigilo de Vorcaro. Fachin também pediu que fosse enviada uma cópia dos autos aos demais integrantes do Supremo. Mendonça informou que está adotando as medidas necessárias para atender à solicitação. Conforme apurou o Valor, Mendonça soube com antecedência da solicitação de Fachin. Eles conversaram sobre o pedido mais cedo nesta quinta, em uma reunião realizada no Supremo. Na solicitação, Fachin argumentou que foi pautado para a próxima terça-feira (15) a análise do relatório da Polícia Federal (PF) que cita mensagens enviadas por Vorcaro a um telefone atribuído ao ministro Alexandre de Moraes. Ele afirma que o processo que trata da mensagem é derivado da investigação principal do Master. "Tendo em vista a inclusão da Pet 16.662 em calendário de julgamento da sessão extraordinária de 15 de setembro de 2026 e considerando que a Pet 16.662 foi formada a partir da Pet 15.556, solicite-se ao eminente ministro André Mendonça, a remessa, em HD próprio, a esta Presidência e aos gabinetes dos ministros, de todos os procedimentos contidos ou relacionados à Pet 15.556, bem como o levantamento do sigilo da Pet 15.556 (e dos procedimentos nela contidos ou a ela relacionados)", diz o despacho, que tem apenas um parágrafo. Na quarta-feira (9), Fachin convocou uma sessão do plenário para discutir o relatório da PF. Nela, os ministros discutirão se validam o documento e se Moraes deve ser investigado por sua ligação com Vorcaro. No mesmo dia, ele também avocou o inquérito das fake news, relatado por Moraes desde 2019. Fachin cancelou a sessão do plenário desta quinta-feira e passou toda a tarde tratando da sessão com colegas. Ele conversou com Moraes, Mendonça, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Luiz Fux, Nunes Marques e Cármen Lúcia. O relatório que cita Moraes desencadeou uma crise sem precedentes no Supremo. Como resposta, Moraes pediu a investigação do colega por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. Ele diz que Mendonça atuou politicamente contra alvos específicos nas investigações do Master e do esquema de fraude no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Como revelou o Valor mais cedo, ministros pressionam Fachin para que as suspeitas contra Moraes e Mendonça sejam discutidas em conjunto. Caso contrário, uma ala mais ligada a Moraes cogita a possibilidade de pedir vista (mais tempo de análise), suspendendo o exame do caso.
Mendonça atende Fachin e tira sigilo de investigações do Master
Mendonça atende Fachin e tira sigilo de investigações do Master












