Foi observando como os jovens se comportam nos shows ao vivo atualmente que Alok criou o "Rave the World". O projeto chega ao Rock in Rio neste sábado (12), em sua segunda apresentação no festival neste ano, e reinterpreta a cultura da rave para as novas gerações. "Você precisa sentir algo que você não consegue sentir só através da tela", explica o DJ.

"O setlist nunca é pronto, ele nunca é feito antes. Ele sempre tem uma margem de 60% pra ser sentido na hora. Porque quando a gente fala de rave, né? Você não tinha painéis de LED, essas coisas todas na rave antigamente", afirma.

O projeto mistura tecnologia com uma ideia que remete às primeiras raves, lá no final dos anos 1980: menos previsibilidade e mais resposta ao que acontece na pista. Porém, fazer o público viver o momento também significa lidar com um hábito cada vez mais comum nos shows ao vivo, o fato do público assistir a parte da apresentação pela tela do celular.

"Eu brinco assim: vamos começar o show com os conteúdos mais instagramáveis, digamos assim. Aqueles conteúdos que as pessoas vão ver, vão querer filmar. E depois a gente gosta de surpreender. Não dá nem tempo pra eu falar mais, já foi", afirma o DJ.

E a relação dos mais jovens com a pista também virou tema de discussão neste ano. Depois que Charli XCX cantou em seu novo álbum "Music, Fashion, Film" que a pista de dança estaria morta. Alok diz enxergar justamente o contrário: "Eu vivo na pista de dança, se ela estivesse morta nem faria sentido fazer o que eu faço", afirma.