Entre pizzas no mezanino, bares de motos e vinhos sem álcool, as paradas ideais para ver as feras do festival fora da Cidade do Rock. 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A tradicional roda-gigante do Rock in Rio ao no primeiro dia do Rock in Rio — Foto: Rebecca Maria/Agência O Globo Amanhã começa mais um fim de semana de Rock in Rio. Há tempos o festival vive uma relação aberta com o gênero e anda flertando com um perfil mais de parque de diversões do que festival de música. É roda-gigante, montanha-russa, karaokê, tatuagem e até voo avião de acrobacia aérea para fazer piruetas sobre a Cidade do Rock antes de assistir a shows. Não é uma crítica, acho um barato. Confesso que se tivesse alguns bons trocados sobrando na bolsa, arriscaria fazer esse voo. Nesse clima de que o show não acaba quando termina, me peguei pensando onde levaria as principais atrações do festival para dar uma voltinha. Quase todas porque o Maroon 5 já deu tanta pinta por aqui que com certeza já sai do avião com cinco chopes marcados no Baixo Gávea. Mandaria o Foo Fighters direto para o Culto, um dos poucos bares da cidade onde ainda se ouve rock e alto, com um clima de inferninho. Um capricho do Pedrinho, que começou essa história lá atrás, com o Caverna. Onde tem a mão dele tem música boa fazendo cosquinha no ouvido, hambúrguer para sujar as mãos e umas bebidinhas perigosas. Daria uma bagunçada no visual do Avenged Sevenfold e levaria os rapazes lá no Pereira, na Rua Ceará. Bar simples, de cerveja sempre gelada. Talvez não contasse para o pessoal do Skulls que eles se apresentam com codinomes, como M. Shadows e Zacky Vengeance. Soa um pouco infantil para os marmanjos de colete de couro de motoclubes. Não iria embora, porém, sem uma voltinha na Vila Mimosa. É que por ali fica uma das melhores laricas da região, o hambúrguer de costela do Zeca Urubu. Ele mesmo, o homem, o mito, por trás do Heavy Duty, bar que se gabava de ter o pior atendimento do mundo. E tinha. Com o lema "pizza, disco e bar", o Fatchia é o número certinho do Calvin Harris. Pista fervendo, gente moderna, coquetéis interessantes e pizza quadrada - ou no estilo Detroit, se preferir. Com a música como um dos ingredientes principais de lá, o DJ tem um lugar de destaque no mezanino e uma coleção belíssima de discos de vinil, com exemplares à venda. Vai que ele se anima de levar algum ou de arriscar um set? Não consigo pensar em outro nome para conduzir uma noite de Sir Elton Hercules John que não o de Maíra Freire, seja no Lasai ou no Libô. O bar de vinhos com comidinhas alegres de Roberta Ciasca ganha com uma rolha de vantagem, a do Shantori. Um espumante brasileiro à base de chás e não alcoólico. Em sobriedade há quase quatro décadas, o Rocket Man acaba de lançar o próprio rótulo de bebida, um espumante Blanc de Blancs, o Elton John Zero. Assim como os baianos têm o molho, os coreanos do Stray Kids têm o mala taste, picante e intenso. Com os fãs mais fervorosos desta edição, a saída teria que ser no sapatinho, e o lugar seria o Ryu. Pertinho da Cidade do Rock, o restaurante comandado por Clara Shin vai além dos óbvios bibimbap e KFC. Meu preferido no momento é o Tchajang Myón, um macarrão com pasta caramelizada de ChunJang, cubinhos de porco e vegetais. Num ato ousado, pediria que o Felix levasse alguns de seus cookies famosos para a sobremesa. Marrenta e cheia de estilo, a dupla do Twenty One Pilots circularia pelos quatro cantos da Lapa e descobriria rapidamente uma boa muito antes de eu pensar em indicar qualquer coisa para eles. Tudo certo, desde que passem no Adalto para pedir bênção e tomar a saideira antes de ir para o aeroporto ou de pegar carona com a Esquadrilha da Fumaça.