Contagem regressiva, celulares para cima, alguns gritos e batidas sintéticas que gradativamente vão acelerando até uma explosão sonora —como é chamado o "drop", na música eletrônica— e visual. Não há muito segredo em relação à dinâmica do show de Alok, o DJ brasileiro mais famoso ao redor do planeta.

Foi assim no quinto dia do Rock in Rio 2026. Alok foi uma atração solta no meio de outros três artistas de k-pop no palco Mundo, o maior do festival —a saber, Nexz, Hwasa e o headliner Stray Kids— na noite desta sexta-feira (11), no Rio de Janeiro.

E não foi à toa. Com uma agenda lotada de apresentações em rodeios e eventos com música sertaneja de prefeituras de cidades pequenas em todo o Brasil, o DJ é o tipo de atração que costuma agradar todo mundo, com um combo pop eletrônico feito para botar as mais diversas plateias para dançar.

É difícil pensar em um nome mais adequado para ocupar esse espaço. Os fãs dos artistas sul-coreanos —em especial os do Stray Kids, que toca depois de Alok— ficaram boa parte do dia sentados e guardando lugar perto do palco para ver bem a atração principal do dia.

Eles só se levantaram nos shows anteriores de k-pop —e no de Alok. O DJ goiano começou mais conceitual, com dançarinos prateados fazendo coreografias em uma escada logo abaixo dele. Seguiu com palavras como "verdade", "paz" e "amor" escritas no telão, em inglês, e diversos drones formando imagens que remeteram a naves e ao espaço sideral.