Ministros do STF analisam validade de proposta que sugere mudança no cálculo do prazo de inelegibilidade de políticos condenados judicialmente 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Sessão Plenária do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu nesta sexta-feira um destaque no julgamento virtual que analisa as mudanças propostas na Lei da Ficha Limpa, medida que leva o caso a ser discutido de forma presencial no plenário da Corte. O resultado da análise do caso tem potencial para afetar as candidaturas dos ex-governadores José Roberto Arruda (PSD-DF), do Distrito Federal, Anthony Garotinho (Republicanos-RJ), do Rio de Janeiro, além do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (Republicanos-MG). Em tramitação na ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) 7881, o processo analisa a validade da Lei Complementar 219 de 2025, que modifica a contagem do prazo de 8 anos para inelegibilidade de políticos condenados judicialmente. Atualmente, esse cálculo é feito a partir do início do cumprimento da pena, mas, pela mudança proposta, ele passaria a valer a partir da data da condenação. Caso receba o aval do Supremo, a alteração tende a beneficiar políticos como Arruda, Garotinho e Cunha, que vivem impasses jurídicos em suas candidaturas neste ano em função de condenações prévias que determinaram a suspensão de seus direitos políticos. Em maio, ao encaminhar o caso para análise pelo plenário virtual, a relatora do caso, ministra Cármen Lúcia, argumentou que a mudança representaria um "retrocesso" e uma afronta aos princípios da moralidade pública. A magistrada também apontou que existiam vícios de inconstitucionalidade no rito legislativo, argumentando que as mudanças feitas pelo Senado Federal não foram encaminhadas para a Câmara dos Deputados. O ministro Luiz Fux seguiu a posição da relatora, mas Gilmar Mendes divergiu ao apresentar seu voto nesta sexta-feira. O ministro defendeu a alteração do cálculo da inelegibilidade determinada pela lei complementar e sugeriu um período de transição de 18 meses para substituição da regra antiga pela norma atualizada. A análise do caso, no entanto, foi paralisada em seguida pelo destaque apresentado por Dino e deverá ser retomada presencialmente.
Dino pede destaque e leva discussão sobre alteração na Lei da Ficha Limpa para discussão presencial no plenário
Ministros do STF analisam validade de proposta que sugere mudança no cálculo do prazo de inelegibilidade de políticos condenados judicialmente








