Documento mostra que Viking Participações previa pagamento em cota de jato e helicóptero usados por mulher de ministro do Supremo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Alexandre de Moraes e sua mulher Viviane Barci — Foto: Divulgação A empresa de Daniel Vorcaro que firmou um segundo contrato de R$ 50 milhões com o escritório da mulher de Alexandre de Moraes, a Viking Participações, em maio de 2025, foi condenada pela Comissão de Valores Mobiliários por fraude na emissão de cotas de um fundo imobiliário que vendeu títulos a fundos de pensão de vários estados. De acordo com a decisão do colegiado tomada no último dia 8, a Viking funcionou como “empresa de passagem” usada para inflar ou direcionar artificialmente o valor dos ativos que eram vendidos pelo dono do Master no mercado financeiro – inclusive para fundos de pensão de estados e municípios. A Viking foi condenada a pagar multa de R$ 10 milhões. Vorcaro também foi condenado nesse mesmo processo a pagar R$ 20 milhões. A Viking é a holding patrimonial de Vorcaro que detinha a posse das aeronaves usadas pelo ex-dono do Master. Pelo contrato firmado com o Barci de Moraes, do valor total, R$ 40 milhões seriam pagos em cotas de aeronaves — um jato Legacy 650 e um helicóptero Airbus EC 155 B1 — que, de acordo com as mensagens de Vorcaro captadas pela Polícia Federal, chegaram a ser usadas pela mulher do ministro Alexandre de Moraes. As informações estão no relatório tornado público pelo ministro André Mendonça na terça-feira passada, em que constam 52 mensagens trocadas entre Vorcaro e Moraes comprovando a organização de encontros entre o ministro e o ex-banqueiro r e conversas a respeito do processo sigiloso que acabaria levando a prisão do dono do Master por fraude financeira. As mensagens deixam claro que o contrato da Viking com o Barci de Moraes Associados foi fechado enquanto ainda eram pagas as parcelas mensais de R$ 3 milhões relativas ao primeiro o acerto, revelado pela coluna em dezembro de 2025, que tinha valor total de R$ 131 milhões. Por esse primeiro instrumento, que previa a representação do Master em vários órgãos do Executivo, do Legislativo e do Judiciário, incluindo a Polícia Federal, chegaram a ser pagos R$ 80,2 milhões entre janeiro de 2024 e novembro de 2025.