Com valor global de cerca de R$ 130 milhões, contrato está no centro das suspeitas que envolvem o ministro e serão analisada na semana que vem pelo plenário do STF 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes — Foto: Barci de Moraes Sociedade de Advogados O contrato firmado entre o escritório de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro previa "consultoria estratégica" nos Três Poderes e um núcleo específico para tratar de procedimentos e inquéritos nas Polícias Federal e Civil. O documento, com cinco páginas, foi anexado na parte da investigação do caso Master tornada pública pelo ministro André Mendonça na noite de quinta-feira (10). Leia mais: Segundo consta no contrato, o escritório de Viviane prestaria os seguintes servicos advocatícios: implantação, acompanhamento e aprimoramento constante e continuado de programa de integridade (compliance); consultoria estratégica e jurídica em procedimentos/inquéritos policiais nas Polícias Federal e Civis e procedimentos administrativos, inclusive perante o Banco Central, a Receita Federal e CADE; processos judiciais em todas as instâncias do Poder Judiciário. Relatório da Polícia Federal (PF), elaborado a pedido de Mendonça, que expôs mensagens de Vorcaro a um número de telefone que, segundo os investigadores, seria de Alexandre de Moraes indica que o ministro editou o contrato antes de ser enviado para a assinatura do ex-banqueiro. O contrato previa a atuação do escritório em cinco núcleos de atuação conjunta e complementar, - "estratégica, consultiva e contenciosa" - perante o Judiciário, Ministério Público, Polícia Judiciária, órgãos do Executivo (Banco Central, Receita Federal, Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e Cade), além do Legislativo, acompanhando projetos de lei de interesse de Vorcaro. No documento não há nenhuma cláusula que indique eventual impedimento de atuar perante o STF, onde Moraes atua. Com valor global de cerca de R$ 130 milhões, o contrato está no centro das suspeitas que envolvem o ministro e serão analisada terça-feira que vem (15) pelo plenário do Supremo. O relatório da PF, que já havia sido tornado público por decisão de André Mendonça no dia 1º de setembro, revela que Vorcaro enviou mensagens a Moraes no período em que já estava sendo investigado pelas fraudes do Banco Master. Ele buscava informações, orientações e a interferência do ministro em órgãos como a PF e a PGR. Dois dias antes de ser preso pela primeira vez, em novembro de 2025, o ex-banqueiro teria inclusive perguntado a Moraes se deveria deixar o país. O escritório de Viviane explicou, em nota, que o setor de compliance pediu informações ao ministro para avaliar se havia eventuais impedimentos na ação, levando em conta a "condição de marido da sócia" da banca. "Diante da inexistência de previsão de atuação no STF ou de qualquer impedimento legal, uma vez que o Ministro Alexandre de Moraes jamais julgou qualquer causa envolvendo o Banco Master, o contrato foi assinado e os serviços advocatícios devidamente prestados”, diz a nota do escritório. O contrato foi assinado em 16 de janeiro de 2024 e encerrado com a liquidação do Master pelo Banco Central, em novembro do ano passado.
Contrato da mulher de Alexandre de Moraes com Master previa 'consultoria estratégica' nos três Poderes
Com valor global de cerca de R$ 130 milhões, contrato está no centro das suspeitas que envolvem o ministro e serão analisada na semana que vem pelo plenário do STF












