A Polícia Federal suspeita que o ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), é proprietário ou beneficiário final do fundo de investimento Arleen, que recebeu R$ 35 milhões de Daniel Vorcaro, do Banco Master, segundo reportagem publicada pela revista piauí na quinta-feira (10) com base em relatório do órgão enviado à corte.
O fundo Arleen comprou uma parte das cotas da Maridt —empresa de José Eugenio e José Carlos Dias Toffoli, irmãos do ministro, e da qual o magistrado admitiu fazer parte do quadro societário,como a Folha revelou— no resort Tayayá, em Ribeirão Claro (SC).
De acordo com o documento ao qual a piauí teve acesso, o Arleen pertencia ao ex-banqueiro e foi comprado pelo empresário Alberto Leite, amigo de Toffoli, em fevereiro de 2025.
Um mês depois, o fundo alterou seu regulamento para permitir investimentos no exterior e, em dezembro, transferiu todos os seus ativos para a holding Égide I, registrada nas Ilhas Virgens Britânicas, paraíso fiscal do Caribe.
"Foram identificados diversos elementos de informação que, analisados de forma conjunta, apontam no sentido de que o ministro José Antonio Dias Toffoli possa ter figurado como beneficiário final ou proprietário de fato do FIP Arleen, bem como de seus ativos", diz o relatório da PF.










