A Polícia Federal identificou elementos que levantam a suspeita de que o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, tenha sido o beneficiário final ou o proprietário de fato de um fundo que recebeu 35 milhões de reais de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A informação foi antecipada por reportagem da revista piauí, divulgada nesta sexta-feira 11, e depois tornada pública com a disponibilização parcial, pelo ministro André Mendonça, de parte do conteúdo das investigações. Conforme o texto, o dinheiro foi destinado ao fundo Arleen, que tinha participação no Tayayá Aqua Resort, empreendimento ligado a Toffoli e à família dele no Paraná. Parte dos recursos acabou transferida para uma holding nas Ilhas Virgens Britânicas.

A suspeita consta de um relatório de 196 páginas elaborado pela PF a partir do conteúdo do celular de Vorcaro, apreendido em novembro de 2025. Segundo os investigadores, elementos analisados em conjunto apontariam para a possibilidade de Toffoli ter figurado como “beneficiário final” ou “proprietário de fato” do Arleen e de seus ativos. A própria PF, porém, ressalvou que o caso ainda demandava aprofundamento e que os elementos não eram suficientes para conclusões definitivas.