Eu definitivamente não queria entrar numa negociação com uma pessoa que claramente estava se aproveitando de uma questão afetiva para mim 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 — Foto: Cris Bierrenbach Escrevo esta coluna num misto de fúria e alegria. Há quase dois anos, pouco depois da morte do meu pai, eu e minha irmã vendemos a maior parte de sua biblioteca para um sebo do qual gostamos muito. Até fiz um texto sobre esse processo para este espaço, que agora está publicado no livro “Diga a coisa como ela é” (Tinta-da-China Brasil). Em certo momento, eu dizia: “os livros do meu pai vão se espalhar por aí, entrar em casas diferentes - e, afinal, gosto dessa ideia, que tenha um pouco do meu pai em muitas outras bibliotecas”. Hoje, eu teria que refazer essa frase. Afinal, depende muito da biblioteca. Do dono da biblioteca.
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