Das polêmicas fotos com o desconhecido mascarado, personagem de dark romance, passando pela explosão de patinhos amarelos literários, usados como amuleto para estimular conexões e vibrações entre leitores, e, é claro, chegando à enxurrada de títulos e qualidades de leitura, tudo isso cabe na Bienal do Livro que está movimentando, há uma semana, o Distrito Anhembi, em São Paulo.

O desafio (no entanto, e como sempre) é fazer boas escolhas diante dessa ampla e avassaladora gama de possibilidades, especialmente quanto aos conteúdos relacionados às temáticas de amor e sexo.

Não é fácil trilhar esse caminho de múltiplas possibilidades, seja no universo em que vivemos, nas literaturas que consumimos ou em qualquer área que for. A gente se perde, se confunde, fica sem saber o que vale a pena ou não, o que pode acrescentar à nossa vida, ou arrancar pedaços, diminuir.

Mas há algo que pode ajudar a aplacar essa angústia toda: tem a ver com fazer uma pausa, se descolar da manada e ouvir a sua própria voz. O que você busca? O que faz sentido para você? O que lhe serve de inspiração? O que lhe toca emocionalmente e mais profundamente? Com o que você se identifica? Enfim, por quais caminhos gostaria de passear, de deixar a imaginação fluir, de saber mais, de se encantar?