"Se a Suprema Corte vira uma balbúrdia, ninguém conversa com ninguém, ninguém confia em ninguém, todo mundo acusa todo mundo, o presidente tem que assumir o presencialismo e colocar ordem na casa. Então eu estou satisfeito que o Fachin colocou ordem na casa. Ainda falta, falta apurar quem é culpado de verdade", disse Lula. Crise no STF envolvendo os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes começou a partir de decisões relacionadas às investigações sobre o Banco Master, de Daniel Vorcaro. "Fachin tomou atitude correta, não terminou de tomar as atitudes, espero que faça mais coisa para colocar ordem na casa e devolva a credibilidade que o povo brasileiro sempre teve na Suprema Corte", afirmou o petista. Agora no g1 "Se Alexandre de Moraes é culpado, ele tem que pagar. Se o Mendonça é culpado, ele tem que pagar. Se o Fachin é culpado, ele tem que pagar. Todo mundo tem que está à disposição do cumprimento da nossa Constituição. A lei acima de tudo e a verdade seja soberana", disse o presidente. A fala foi durante entrevista ao SBT. Edson Fachin também levou para si a relatoria de investigações do chamado "Inquérito das Fake News" e suspendeu "todo e qualquer procedimento" de investigação contra integrantes do STF. Além disso, também foi suspensa a apuração da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre possível interferência na produção do relatório da PF que apontou uma relação entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, preso na Operação Compliance Zero. Também nesta quarta, Edson Fachin convocou uma sessão do plenário da Corte para discutir na próxima terça-feira (15) o relatório da PF que apontou uma suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa durante convenção do PT em Salvador, na Bahia, no dia 1º de agosto de 2026 — Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República Durante a entrevista, o presidente voltou a defender a queda do sigilo das investigações relacionadas ao chamado "caso Master". A crise no STF A crise no STF envolvendo Mendonça e Moraes começou a partir de decisões nas investigações sobre o Banco Master. Envolveu também o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e, posteriormente, o ministro Flávio Dino. Antes da divulgação do relatório que desencadeou a sequência de decisões, já havia divergências entre o gabinete de André Mendonça e a direção da PF sobre o andamento das investigações do caso Master. 🔎 Mendonça é relator de apurações relacionadas ao banco e de um inquérito sobre repasses para a produção de um filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em agosto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia orientado Andrei Rodrigues a procurar o ministro para discutir a relação entre a PF e o gabinete do relator.