O presidente Lula (PT) defendeu nesta quinta-feira 10 as decisões do presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, na quarta. O ministro reverteu os despachos de André Mendonça e Flávio Dino envolvendo a cúpula da Polícia Federal, além de assumir o inquérito das Fake News e marcar uma sessão no plenário para julgar o pedido para investigar Moraes.
“Eu acho que o Fachin agiu corretamente ontem. Ele vai ter que pegar esse processo e trazer para ele, colocar ordem na casa e fazer com que a Suprema Corte faça um processo de apuração”, disse em entrevista ao SBT. Lula ainda disse que ministros não podem ficar “brigando um com outro”.
“Não é possível, não é aceitável que, diante da sociedade, fiquem os ministros da Suprema Corte brigando um com outro, dando declaração um contra o outro e a sociedade passiva assistindo”, afirmou o presidente.
Lula defendeu ainda o fim do sigilo das ações que envolvem o Master e o INSS, para evitar “vazamentos seletivos”. “Não se pode brincar com as pessoas, mentir sobre as pessoas. Já que vai haver vazamentos seletivos, tem que fazer a abertura de sigilo de todo mundo, para ver se a Corte recupera sua credibilidade”, disse.
O presidente afirmou que é preciso discutir mandato para a Suprema Corte. “Ninguém pode ficar 40 anos no mesmo cargo. Ninguém pode ter escritório trabalhando na Suprema Corte. Outro dia, eu disse, brincando: quem quiser ser da Suprema Corte não pode querer ser rico. Se quiser ser rico, vai trabalhar no seu escritório. Se quiser ser juiz, com método e respeito, vai para a Suprema Corte”, afirmou.











