O presidente Donald Trump subiu ao palco de sua convenção na quarta-feira (9) e falou por quase duas horas sobre a necessidade de os americanos nas eleições de meio de mandato imaginarem que era ele, e não outros republicanos, que estaria concorrendo neste outono.

"Finjam que meu nome está na cédula", pediu. "Meu nome está na cédula. Só mais uma vez."

Com cada vez menos semanas até as eleições de meio de mandato, uma impopularidade crescente e perspectivas políticas cada vez mais sombrias para seu partido, Trump interrompeu seu repertório habitual para lançar uma nova ideia: um cheque de US$ 5.000 (R$ 25.571) para cada adulto americano caso os republicanos mantenham o controle do Congresso em novembro.

"Se os republicanos vencerem na Câmara dos Representantes e no Senado dos Estados Unidos, nas duas Casas", disse Trump, "concederei um dividendo de US$ 5.000 a cada cidadão adulto dos Estados Unidos da América."

Não é algo inédito que políticos vinculem a possibilidade de um estímulo econômico ao resultado de uma eleição. Em 2020, os democratas na Geórgia prometeram cheques de US$ 2.000 (R$ 10.228) para auxílio durante a pandemia de Covid-19 caso o partido assumisse o controle do Senado.