Os Estados Unidos deportaram uma criança brasileira, um menino nascido em 2021, para o Haiti, um dos países mais perigosos do mundo, onde a violência armada e um Estado falido configuram um cenário de calamidade social. O caso ocorreu em 27 de agosto.
A história ilustra uma tendência que tende a crescer. Muitas famílias haitianas que vivem nos EUA possuem filhos nascidos no Brasil, dado que viveram por anos no país antes de se mudarem para a América do Norte em busca de melhores condições econômicas.
Há um mês, Washington encerrou o chamado TPS, uma política de acolhida humanitária que permitia a 330 mil haitianos viverem no país —muitos deles chegaram ao país por meio dessa medida durante o governo de Joe Biden. Eles estão agora em vias de deportação.
Os EUA também aceleraram os voos com deportados para o Haiti: antes mensais, agora eles serão semanais.
A Organização Internacional para Migrações (OIM) informou à reportagem que a criança brasileira foi deportada junto a seus pais, eles haitianos. A informação foi corroborada por Nathalye Cotrino, pesquisadora sênior da Human Rights Watch (HRW) que acompanhou a chegada do voo com 57 deportados na cidade de Cabo Haitiano.








