A perda de peso associada ao uso das chamadas “canetas emagrecedoras” pode ser expressiva, mas isso não significa que o organismo deixe de responder aos mecanismos biológicos relacionados à obesidade. À medida que o peso diminui, o corpo pode ativar mecanismos compensatórios que aumentam a fome, reduzem a saciedade e diminuem o gasto energético, o que pode contribuir para o chamado efeito platô.
De acordo com a endocrinologista Marcela Chambarelli, do Hospital Samaritano Barra, da Rede Américas, no Rio de Janeiro, a obesidade é uma doença crônica influenciada por fatores genéticos, biológicos, hormonais, comportamentais e sociais. Por isso, a estratégia terapêutica exige acompanhamento de longo prazo e estratégias para a manutenção dos resultados.
Quando a perda de peso desacelera ou deixa de ocorrer, o momento exige uma avaliação individualizada. Alimentação, atividade física, composição corporal e resposta ao medicamento devem ser considerados antes de qualquer alteração no tratamento.
“A caneta precisa estar inserida em um plano terapêutico, com acompanhamento médico e uma estratégia definida para cada caso”, explica o especialista em cirurgia bariátrica e metabólica Fernando de Barros, do Hospital São Lucas Copacabana.









