A biomédica Vitória Masiero, 23, começou usar uma caneta emagrecedora de semaglutida no ano passado. Em oito meses com o medicamento, perdeu cerca de 20 quilos. No entanto, ela precisou suspender o tratamento por questões financeiras. "Em pouco tempo, recuperei parte do peso que eu havia perdido", diz Vitória, que chegou a pesar 140 quilos.
A jovem avalia que a caneta emagrecedora representava um custo mensal alto, de cerca de R$ 800, que não conseguiria manter a longo prazo. Ela então decidiu retomar uma vontade antiga: passar pela cirurgia bariátrica.
"Comecei a usar a caneta porque achei que poderia me livrar da cirurgia, mas no fim acabei percebendo que o meu caso era mesmo de bariátrica", diz. Em março deste ano, Vitória começou a se preparar para o procedimento, feito no mês passado. "Foi a melhor decisão da minha vida", afirma à Folha.
"Agora dizem que vou ter que tomar vitamina por toda a vida, por causa da bariátrica, mas eu também teria que tomar a semaglutida para sempre", acrescenta.
O caso de Vitória mostra como as canetas emagrecedoras têm cruzado com o cenário das bariátricas, até então consideradas o método mais eficaz contra a obesidade.







