As canetas emagrecedoras mudaram o tratamento da obesidade nos últimos anos. Mas o emagrecimento rápido promovido por esses remédios pode trazer não apenas riscos nutricionais e musculares, mas também psicológicos se o paciente se preocupar apenas com a perda de peso e não receber um acompanhamento adequado.
Essa é a principal mensagem de um consenso publicado na revista científica The Lancet Diabetes & Endocrinology em julho, elaborado por três entidades europeias dedicadas à obesidade e nutrição —EASO (Associação Europeia para o Estudo da Obesidade), EFAD (Federação Europeia dos Nutricionistas) e ECPO (Coalizão Europeia de Pessoas com Obesidade).
Os especialistas revisaram toda a literatura disponível até 2025 e elaboraram recomendações práticas, pela primeira vez, para médicos, nutricionistas, psicólogos e fisioterapeutas que acompanham pacientes em uso dos emagrecedores à base de incretinas —classe que inclui os agonistas do receptor de GLP-1, como a semaglutida (Ozempic e Wegovy), e os agonistas duplos de GLP-1 e GIP, como a tirzepatida (Mounjaro).
Até recentemente, muita atenção era dada apenas ao peso perdido. Agora o consenso diz que o importante é acompanhar como esse peso está sendo perdido.











