Ex-militar cobrava taxa para furar fila e liberar armas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Fachada do Superior Tribunal Militar — Foto: Vinícius Mateus O Superior Tribunal Militar (STM) manteve, por unanimidade, a condenação de um ex-soldado do Exército e de uma despachante civil por envolvimento em um esquema de fraude e propina no registro de armas de fogo em São Paulo. Com a decisão, que seguiu o voto do relator, ministro Carlos Augusto Amaral Oliveira, foram mantidas as penas de 4 anos, 5 meses e 10 dias de reclusão para o militar (por corrupção passiva) e de 5 anos para a despachante (por corrupção ativa). As investigações começaram em julho de 2021 na Operação 556, da Polícia Federal, que prendeu a despachante em flagrante e apreendeu oito fuzis calibre 5,56 mm e outras armas. Para obter as autorizações no Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados (SFPC/2) do Exército, ela usou documentos falsos — incluindo uma identidade funcional clonada e o CPF de um italiano apontado como integrante da máfia Camorra. O esquema funcionava com a facilitação do ex-soldado F.F.L., que atuava no atendimento do órgão e cobrava R$ 100 para protocolar os processos sem o agendamento obrigatório. A quebra do sigilo bancário revelou 20 transferências e Pix da despachante para o militar entre novembro de 2020 e junho de 2021, somando R$ 11.900,00. Em depoimento, o próprio ex-soldado confessou ter recebido os valores para furar a fila do setor.
Superior Tribunal Militar mantém condenação de ex-soldado e despachante por fraude em compra de fuzis
Ex-militar cobrava taxa para furar fila e liberar armas
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