Um aperto nas regras de capital das instituições financeiras entrou no radar do mercado após o BC (Banco Central) sinalizar que vai adotar medidas para conter o avanço do endividamento e evitar uma crise de crédito na economia brasileira.
Uma das ações esperadas por dirigentes do setor é a alteração do chamado FPR (Fator de Ponderação de Risco) para as operações de cartão de crédito e empréstimo pessoal sem garantia (não consignado), segundo pessoas a par do tema ouvidas pela Folha na condição de anonimato devido à sensibilidade do tema no período de eleições.
Na prática, seria exigido mais capital de todas as instituições financeiras, inclusive as digitais, nas operações feitas por meio dessas duas modalidades de crédito –as mais caras para os clientes, com taxas de juros mais altas.
O FPR é usado no cálculo do capital que o BC exige para que a instituição opere com segurança diante do risco de crédito. Na prática, isso significa que para o banco ficará mais caro emprestar, já que ele precisará de mais capital próprio para fazer um mesmo volume de empréstimos. Uma consequência disso pode ser a redução do montante emprestado pelas instituições financeiras ou o encarecimento do crédito.








