A quase um ano das eleições presidenciais e com cerca de 60% de reprovação, Javier Milei achou uma causa com apelo para praticamente todos os argentinos: a questão das Ilhas Malvinas, um território a menos de 500 km do país sul-americano em disputa com o Reino Unido desde o século 19.
A questão foi revivida no começo da semana passada, quando o presidente americano, Donald Trump, disse não descartar uma revisão da neutralidade que Washington adota em relação à soberania do arquipélago —ao mesmo tempo agradando o aliado argentino e desafiando o desafeto britânico, o premiê trabalhista Andy Burnham.
Milei precisou de apenas três dias para organizar um pronunciamento em rede nacional sobre o assunto. Cercado por seu gabinete, o ultraliberal afirmou que as Malvinas são argentinas "por história e por direito", que o território está ocupado pelos britânicos por uma "situação colonial que se perpetua até os nossos dias" e que o governo tomaria medidas práticas.
Uma delas avançou nesta terça-feira (8), quando a Casa Rosada disse ter iniciado os procedimentos para impor sanções a 15 empresas e empresários que teriam violado a soberania argentina. O grupo se une a outras 45 pessoas e companhias que já estavam no alvo do governo desde a semana passada.














