Nascido em Joinville (SC), Álvaro chegou a Curitiba (PR) ainda menino e logo se encantou com a Sociedade Operária Beneficente 13 de Maio, na qual seu pai, Euclides da Silva, foi presidente por duas décadas.

O lugar era muito mais do que um simples clube. Fundado por ex-escravizados, tornou-se um dos principais pontos de valorização da cultura negra no Paraná.

"Uma vida de dedicação e devoção à causa", publicou a prefeitura de Curitiba, destacando a colaboração de Álvaro para manter vivo o espaço, "que representa resistência e cultura para a população curitibana, um verdadeiro memorial".

Álvaro assumiu a presidência da entidade em 1996 e a dirigiu até pouco antes de morrer, em 2026. Frequentava os bailes até o apagar das luzes, como lembra o amigo Renato Rocha. "Ele contava que cresceu ali dentro, então foi uma vida dedicada à casa. Teve amor e cuidado muito fortes pelo clube. Teve um grande coração."

Álvaro era atencioso e bom de conversa, sempre querendo ajudar, diz a irmã, Lucilia da Silva. "Nunca levantou a voz com ninguém."