Programa une financiamento de longo prazo e tecnologias para transformar áreas degradadas e ampliar o potencial da agricultura brasileira 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Nêmora Reche, Diretora de Comunicação Corporativa da Syngenta e Guilherme Galvão, Gerente de Comunicação Externa da companhia, durante palestra na Editora Globo — Foto: Eduardo Uzal O Brasil é um país de potência ímpar no campo da agricultura. O território extenso aponta desafios que, com o auxílio da inovação, estão se transformando em trunfo para os produtores rurais. Áreas degradadas podem se tornar produtivas e receberem plantio de diferentes culturas, expandindo ainda mais o setor. O programa REVERTE®, desenvolvido pela Syngenta, apostou em tecnologias para ajudar os agricultores nesse processo. Em cinco anos, o projeto já impulsionou 99 produtores de 400 fazendas que ocupam cerca de 283 mil hectares em 11 estados. O Brasil tem muitas áreas degradadas onde a agricultura pode crescer. Só no Cerrado são cerca de 18 milhões de hectares com aptidão agrícola, desde que sejam recuperados — apontou Nêmora Reche, diretora de comunicação corporativa da Syngenta, durante o curso “Jornalismo do Futuro”, realizado na sede da Editora Globo, no Rio de Janeiro. Segundo Nêmora, o REVERTE® oferece crédito a longo prazo para que os agricultores possam investir na recuperação do território. Até o momento, o programa já viabilizou mais de R$ 2 bilhões em financiamentos. A iniciativa também apresentou resultados em um período menor do que o pre¬visto, com avanços significativos já alcançados pelos produtores. — Acreditávamos que os trabalhadores apoiados por nós passariam a produzir nessas terras em oito anos. Em menos de cinco anos, já temos índices de produtividade compatíveis com outras áreas. Já tem agricultor no Centro-Oeste que consegue plantar algodão, o que é incrível, porque é uma planta muito sensível às condições do solo — explicou a diretora. Condições tropicais Durante o encontro, Nêmora também destacou a importância da agricultura tropical, que dá ao país condições favoráveis para produzir em grande escala diferentes espécies ao longo do ano. A combinação entre diversidade de solos e temperaturas elevadas permite adaptar os cultivos aos diversos territórios e aproveitar melhor as áreas disponíveis. Segundo a executiva, em algumas regiões, o planejamento agrícola permite chegar a três ciclos produtivos, a partir da rotação de culturas. O milho, por exemplo, passou a ser adotado pelos agricultores na segunda safra. Com o tempo, a safrinha cresceu tanto que se tornou a principal época de produção desta cultura. — Não são todos os lugares e climas que têm aptidão para esse tipo de operação, de colher uma cultura e entrar com outra no plantio. Mas a safra de milho cresceu priortariamente dessa forma — contou. A alternância entre culturas também pode ser usada como estratégia de manejo. Algumas espécies são introduzidas não com o objetivo de gerar uma colheita comercial, mas de contribuir para a qualidade do solo antes do próximo ciclo. Outra abordagem é a integração entre lavoura e pecuária. O modelo pode melhorar o aproveitamento da terra e ajudar na conservação do solo e da água. Clima favorável, mas desafiador Se o clima tropical permite ampliar o número de ciclos produtivos, ele também cria condições para a proliferação de organismos que ameaçam as lavouras. É uma diferença importante em relação a países de clima temperado, onde períodos de frio intenso e neve interrompem o ciclo de muitos insetos, fungos e plantas daninhas. De acordo com Nêmora, essa característica exige maior atenção ao manejo e aumenta a necessidade de ferramentas para o controle de pragas. — Onde há neve, o solo é congelado por três meses, e isso interrompe a multiplicação de insetos. Isso é uma proteção natural que não temos. No Brasil, você tem insetos se multiplicando o tempo todo — ilustrou com este exemplo. O uso inadequado ou excessivo de produtos para combater essas pragas acende um alerta, pois pode favorecer o desenvolvimento de resistência. — É grave para o agricultor, que não quer ficar sem ferramentas para controlar as pragas, e para as empresas, que investem em tecnologias de controle — afirmou. Regulamentação Devido a esse contexto, o desenvolvimento de novas tecnologias para a agricultura, especialmente os produtos de proteção dos cultivos, precisam passar por processos de registro e avaliação antes de chegar ao mercado. A comercialização depende do cumprimento de normas estabelecidas pelos órgãos reguladores, que analisam diferentes aspectos relacionados à segurança e ao uso desses produtos. O ingrediente ativo, o local de fabricação e as formulações destinadas à comercialização precisam ser submetidos e avaliados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os produtos também estão sujeitos a outras exigências, como informações nas embalagens, regras de comunicação e marketing, uso de equipamentos de proteção individual (EPI) e treinamento de aplicadores. — Anvisa, Ibama e Ministério da Agricultura são muito mais ativos e criteriosos do que a maioria das pessoas imagina. São exemplos para o mundo. O tipo de exigência que eles têm e o que é demandado nos protocolos para registro é de uma sofisticação que não devemos em nada para nenhuma agência reguladora no mundo — defendeu a diretora.
Syngenta amplia a recuperação de áreas degradadas com o REVERTE®
Programa une financiamento de longo prazo e tecnologias para transformar áreas degradadas e ampliar o potencial da agricultura brasileira









