0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O ministro André Mendonça, do STF — Foto: Antonio Augusto/STF No relatório de afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal, André Mendonça classificou como “surreal” o conteúdo de um dos relatórios de inteligência da PF que analisaram sua atuação no Supremo. Produzido pela própria inteligência da corporação, o documento chegou às mãos de Alexandre de Moraes em 1º de setembro, encaminhado pelo diretor-geral da PF. Segundo o ministro, o documento não se limitava a reunir informações de interesse policial. Chegava a escrutinar decisões judiciais tomadas por ele, avaliar a atuação de delegados da PF e fazer conjecturas sobre as relações entre Mendonça e o advogado-geral da União, Jorge Messias. Em um dos trechos considerados mais “surreais” pelo ministro, o relatório tenta explicar por que Messias não recorreu de determinadas decisões judiciais. Entre as hipóteses levantadas, aparece a “matriz religiosa comum” entre o AGU e Mendonça e o apoio recebido por ambos de igrejas evangélicas nas respectivas candidaturas ao STF. O relatório também tenta atribuir a decisão de Messias a interesses ligados à sua relação com Mendonça e chega a especular sobre os efeitos dessa proximidade em uma eventual nova indicação do AGU ao STF por Lula. Nesse trecho, o ministro definiu: “tamanha é a surrealidade do documento”.