A decisão de André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), que determinou o afastamento de Andrei Rodrigues da direção da Polícia Federal se baseia na produção de um relatório que, segundo o ministro, seria fruto de um monitoramento "de forma ilegal e sistemática" sobre ele pela PF.

Os documentos da inteligência da PF não apontam, contudo, ter havido vigilância física, interceptação telefônica ou dados de localização sobre Mendonça. O material é uma junção de diversas análises de inteligência que foram demandadas pelo ministro Alexandre de Moraes.

O relatório trata de informações sigilosas sobre inquéritos, contém relatos sobre reuniões fechadas de delegados com Mendonça e faz inferência sobre como o ministro tomou decisões, mas não apresenta sinais de que o ministro foi alvo de espionagem ou de monitoramento físico.

Mendonça, por sua vez, queixa-se de monitoramento feito há cerca de 30 dias.

"Importa registrar que este relator foi submetido a monitoramento sistemático por parte da inteligência da Polícia Federal", disse o ministro na decisão desta terça-feira (8) em que determina o afastamento de Andrei Rodrigues do comando da PF.